Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 31/05/2021

As implicações sociais dos casos de gravidez na adolescência

No livro Clara dos anjos, a personagem principal, Clara, uma jovem negra, de baixa renda engravida de um homem branco e se encontra desamparada por ter sido ludibriada e abandonada pelo pai da criança. Assim como é retratado na ficção, acontece também na realidade de muitas brasileiras. Devido a grande quantidade de hormônios gerados nesse período, é comum que grande parte das garotas desenvolvam problemas psicológicos decorrente da imaturidade e da pressão social gerada pelas suas dependências. Além das implicações a saúde, tais como o aborto ilegal e a depressão pós-parto. Eventualmente a gravidez precoce advém da cultura, do meio social que, da falta de ensino e apoio. E consequentemente se tem maior complexidade para ter acesso a métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte. Há de se considerar que durante a gestação tudo muda, e para algumas jovens é mais complicado lidar com as mudanças físicas geradas, o aumento do peso, crescimento da barriga e demasiado inchaço de todas as partes do corpo, o que desencadeia baixa auto estima e por vezes a depressão. Sendo pela falta de apoio familiar ou julgamentos alheios, tais garotas se sentem deslocadas, ocasionando assim sentimentos de medo e insegurança.

É válido citar que tais aflições desencadeiam sentimento de culpa, o que acaba levando muitas jovens á realizar abortos ilegais, pondo sua vida em risco em locais sem regularização e sem pessoas capacitadas para proceder com tal ato, isto é, quando ocorre como planejado. Enquanto outras adolescentes que optaram por continuar a gravidez, acabam por desenvolver depressão pós-parto, tendo em si sentimentos de culpa e excesso de preocupação. A depressão, por vezes, passa despercebida, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, no ano de 2017 cerca de 740 mil mães passaram por esse problema.

Diante do exposto, cabe ao Poder Judiciário criar ou alterar leis de proibição do aborto, tornando-o legal perante a constituição não somente em casos de estupro mas em todos os outros casos. Compete também ao ministério da saúde garantir que isso ocorra de forma saudável, confiável, com médicos especializados na área, a fim de que essas jovens não corram mais risco de vida. Para que assim possa diminuir os casos de mortalidade com tentativas arriscadas de abortar.