Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 08/06/2021

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.” de Nelson Mandela. Em consonância com a frase do ativista, está a realidade de inúmeras adolescentes, que embora estudem em escolas e tirem boas notas, acabam não tendo o minímo conhecimento de educação sexual e culminam com uma gravidez indesejada. Nesse viés, apresentam-se dois obstáculos para a atenuação desse problema: ausência de aulas em algumas escolas e conversas entres pais e filhos sobre a impôrtancia de mêtodos contraceptivos durante a relação sexual e como a consequência dessa falta de apoio familiar e conhecimento fazem com que jovens procurem ajuda em lugares hostis.

Em primerio lugar, é preciso citar, que diversas famílias escolhem não abordar certos assuntos com os filhos, como o ato sexual, por vegonha ou por considerar que seu filho nunca faria isso tão novo e optam por deixar a escola cuidar disso, porém diversas instituições escolares pelos mesmos motivos ou por medo de os pais não gostarem, não ensinam essa matéria essencial. Como exemplo, é citável a série Gilmore girls, na qual uma adolescente de classe média alta por estudar numa escola conservadora e com pais de mentes fechadas, não tem acesso a esse tipo de educação, e termina por engravidar com dezesseis anos, sendo coagita por seus pais a sair de casa. Dessa maneira, jovens são “jogadas” no mundo adulto sem nenhum preparo e com bebês que não sabem lidar.  Por consequência, sem apoio dos pais, essas adolescentes buscam um tipo de ajuda e aconselhamento sobre que caminho seguir em ambientes que não as conhecem e priorizam os próprios interesses. Um exemplo, são os centros de crise de gravidez, lugares dirigidos por grupos antiaborto, nos quais jovens grávidas desamparadas são “inundadas” com propagandas pró-vida de maneira agressiva e com estastísticas médicas falsas, assim saem de lá com culpa e medo tanto de doar quanto de abortar. Porém, esses lugares podem manipular a escolha individual mas não fornecem suporte financeiro nem emocional, com isso, deixam a mãe e o bebê a própria sorte, muitas vezes, em situações péssimas.

Mediante o panorama exposto, o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, junto com o Ministério da Educação, deve atuar a favor das jovens em gestação, por meio de ações efetivas, como uma reformulação na lei, na qual seja obrigatório e não opcional todas as escolas terem uma disciplina sobre educação sexual, assim como, a criação de palestras dirigidas para pais sobre maneiras de abordar o assunto em casa. Além disso, é imperativo, que essas clínicas falsas sejam fechadas permanentemente e que em seu lugar, o Ministério da saúde, crie campanhas virtuais sobre em que lugar procurar ajuda nesse caso. Dessa forma, visando uma realidade coerente com a frase do ativista.