Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 10/06/2021
“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo” de Nelson Mandela. Em consonância com a frase do ativista, está a realidade de inúmeras adolescentes, que embora, estudem em escolas e tirem boas notas, acabam não tendo o mínimo conhecimento de educação sexual e culminam com uma gravidez indesejada. Nesse viés, apresentam-se dois obstáculos para a atenuação desse problema: ausência de debate sobre o assunto e como a falta de conhecimento influência jovens a procurem ajuda em lugares hostis.
Em primeiro lugar, é possível citar, o filósofo Zygmunt Bauman, o qual formulou a teoria da Modernidade Líquida, que é cabível ao contexto, já que jovens de hoje em dia estão mais preocupados em aproveitar o hoje do que pensar no futuro e nas consequências de suas ações. Por sua vez, algumas escolas não discutem em sala de aula sobre as consequências psicológicas, sociais e físicas que podem abater jovens durante e depois de uma gravidez prematura. Portanto, é necessário trazer métodos de debate sobre a pauta de forma a capturar a consciência dos alunos.
Por consequência, sem esse tipo de orientação, diversas adolescentes grávidas buscam uma ajuda sobre que caminho seguir em ambientes hostis que não as conhecem e que priorizam os próprios interesses. Um exemplo, são os centros antiabortos, lugares dirigidos por grupos pró-vida, nos quais jovens grávidas desamparadas são “inundadas” com propagandas para manter o feto de maneira agressiva e com estatísticas médicas falsas, de acordo com a matéria publicada na CNN Brasil. Assim, as jovens saem de lá com o emocional e psicológico abalados e sem nenhuma perspectiva de uma solução aliada com o que desejam para elas mesmas.
Mediante o panorama exposto, o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, junto com o Ministério da Educação, deve atuar a favor das jovens em gestação, por meio de ações efetivas, como uma reformulação na lei, na qual seja obrigatório e não opcional todas as escolas terem uma disciplina sobre educação sexual. Além disso, é imperativo, que essas clínicas falsas sejam fechadas permanentemente e que em seu lugar, o Ministério da saúde, crie campanhas virtuais sobre em que lugar procurar ajuda nesse caso. Dessa forma, visando uma realidade coerente com a frase do ativista.