Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 11/06/2021

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Entretanto, a questão dos desafios do combate à gravidez na adolescência contraria o ponto de vista filosófico, uma vez que, no Brasil, esse grupo é vítima de discriminação constante. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos fundamentais: a negligência governamental na construção de delegacias em regiões afastadas dos grandes centros e a ausência de debate para proteger a dignidade sexual das mulheres.

Primeiramente, é indubitável a negligência governamental em relação à distribuição de delegacias, tendo em vista que a maioria está localizada nos grandes centros. De acordo com o portal G1, cerca de 70% das meninas são vítimas de espancamentos, estupros, estão sujeitas ao vício em álcool e drogas, e também a Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), já que muitas vezes não utilizam preservativos. Conquanto, evidencia-se a carência estrutural de instituições policiais e a ineficácia legislativa que protege mulheres em caso de assédio.

Outrossim, é notória a dificuldade encontrada na garantia da dignidade humana , uma vez que, por ser ainda escassa nas periferias, tem a ausência de debate. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, retrata em sua obra “Modernidade Liquida” a fluidez das relações sociais e a rapidez na maneira em que as pessoas transformam seus estilos de vida. Sendo assim, fazem-se necessárias políticas que busquem a importância da prevenção da gravidez na adolescência, de forma que a péssima realidade apresentada por Zygmunt Bauman seja amenizada no Brasil.

Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessária a adoção de medidas que venham conter os riscos da gestação na adolescência para a vida da população brasileira. Destarte, cabe ao Governo Federal, em parceria público-privado, incentivar a construção de instituições policiais por meio de um acordo de isenção fiscal progressiva relativa à distância da cidade em relação aos grandes centros urbanos, afim de que a proteção da dignidade humana se expanda para todo o território nacional e possa chegar nas áreas mais remotas. Ademais, o Ministério da Educação deve promover amplo debate escolar acerca dos criminosos que praticam a importunação sexual, independentemente da idade, gênero, religião e recursos econômicos, com a intenção de estimular conhecimento de estudantes para não serem manipulados. Somente assim, agiremos de acordo com o São Tomás de Aquino e nos afastaremos da realidade de Bauman.