Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 29/06/2021

Com o advento da modernização tecnológica no Brasil, métodos contraceptivos cada vez mais eficazes foram criados como resposta ao aumento demográfico vertiginoso ocorrido no país, o qual foi freado pela adoção dessas medidas. Entretanto, a gravidez na adolescência, a qual é um parâmetro que reflete o índice de desenvolvimento de um país, assume números elevados no território nacional, tendo como responsável o diminuto investimento estatal em educação, o qual gera o risco de vida das jovens grávidas e as dificuldades na vivência de uma realidade precoce como mães.

Em primeira análise, é indiscutível que a displicência governamental é uma das causas do problema em questão. tal fato se associa ao pensamento do filósofo Imannuel Kant, segundo o qual o homem é o produto da educação que lhe é oferecida, sendo ela o modelo para a evolução em uma sociedade. Nesse sentido, a existência de um projeto educacional limitado e excessivamente teórico, o qual não valoriza a formação de conhecimentos práticos e que modelem um cidadão ativo socialmente, limita o aprendizado relacionado a assuntos de grande importância, como a educação sexual, a qual, transmitida de forma correta e adaptada ao público-alvo das escolas espalhadas pelo Brasil, reduz, significativamente, as taxas de gravidez em jovens e adolescentes, fato que corrobora o aumento de gestações seguras e planejadas.

Outrossim, evidenciam-se as consequências da ausência de conhecimentos ligados aos cuidados para se evitar a gravidez indesejada. Isso se relaciona ao contexto encontrado no filme “Simplesmente acontece”, no qual a protagonista, ainda jovem, engravida acidentalmente, o que a obriga a passar por situações as quais uma mãe despreparada convive rotineiramente. Nesse viés, entre os obstáculos analisados na gravidez precoce, há o risco de vida a qual muitas jovens, por não terem o corpo totalmente devenvolvido e apto a gerar uma vida, acabam adquirindo nesse estágio. Ademais, a gestação na adolescência interrompe, na maioria das vezes, a formação escolar da jovem, a qual vive para sustentar seu filho com ajuda familiar ou por meio de precários benefícios do Estado, perpetuando a sua insegurança financeira.

Entende-se, portanto, a necessidade de mudanças substanciais no quadro em questão. A fim de atenuar a problemática, o Governo Federal deve instaurar investimentos direcionados à diminuição da gravidez na adolescência,por meio do encaixe, na grade de ensino pública e privada, de palestras e aulas, direcionadas por profissionais competentes, referentes à educação sexual da população mais jovem do país, para que o uso de preservativos e de todos os cuidados essenciais para se evitar uma infecção sexualmente transmissível e uma gravidez indesejada sejam assegurados.