Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 03/07/2021
Para a biologia, a saúde se define como um completo bem-estar físico, social e mental. No entanto, ao analisarmos a questão da gravidez na adolescência evidenciada no Brasil, nota-se um cenário que rompe com esse conceito, visto que milhares de jovens têm suas vidas prejudicadas com tal conjuntura. Essa realidade nefasta ocorre não só em razão da deficitária educação sexual nas escolas, mas também devido à alienação social ante ao debate de assuntos de natureza erótica.
Sob essa perspectiva, é fundamental apontar a baixa prática de ensino sexual nos colégios como agente impulsório do problema no Brasil. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é resultado de sua educação, logo, se há um problema social, há uma lacuna educacional. Diante do exposto, a falta de debates escolares que ensinem sobre métodos de previnir uma gravidez, como, por exemplo, instruir os jovens sobre as pílulas anticoncepcionais, seu uso, eficácia e seu funcionamento mostra-se sendo a raiz do problema. Assim, por se tratar de um entrave intrínseco na base educacional brasileira, a ignorância ante a prevenção da gravidez precoce perdura como uma barreira difícil de ser quebrada.
Ademais, o tabu existente sobre assuntos de tema sexual na sociedade atua na persistência de casos de gestação precoce. De acordo com o documentário “American PlayBoy”, após a criação da revista erótica PlayBoy, os casos de gravidez na adolescência diminuíram, pelo fato do surgimento dessa trazer ao público um assunto que antes era restrito e alvo de preconceito, servindo, assim, como fonte de conhecimento, e também trabalhando para a normalização do debate sobre sexo na sociedade. Destarte, corrobora-se a importância da comunicação como uma ferramenta de solução, porém, por existir no Brasil um enorme preconceito com temas sexuais, a população mantém-se alienada, e o problema acaba persistindo.
Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação promova frequentemente nas escolas debates que ensinem sobre sexualidade, com folhetos, urnas de dúvidas e explicações de profissionais, para que os jovens possam interagir durante esse período e sentirem-se seguros ao conversar sobre o tema, conseguindo através disso as informações necessárias. Desse modo, seria possível observar, gradativamente, a normalização da sexualidade, uma vez que a ideia seria inserida no processo de formação do indivíduo, e, assim, veria-se uma sociedade mais informada e, consequentemente, a redução nos dados de gravidez adolescente, promovendo, enfim, a saúde das jovens como fora definido e idealizado pela biologia.