Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 04/07/2021
No seriado norte-americano ‘’Grey’s Anatomy’’, produzido pela emissora de televisão AMC, é mostrado que Izzie Stevens teve uma filha aos 16 anos. Fora da ficção, a realidade da personagem condiz com as de muitas meninas na contemporaneidade, tornando a gravidez na adolescência no Brasil um assunto para ser debatido. Isso porque, a ausência da educação sexual por parte da escola e da família gera consequências às vítimas de gravidez precoce.
Primeiramente, é válido ressaltar que a instrução sobre conteúdos relacionados a sexualidade é de extrema importância para o desenvolvimento dos adolescentes. Entretanto, grande parte dos jovens não são lecionados sobre esse assunto do devido modo nas escolas e tampouco pelos pais em casa. Isto é, ter conhecimento sobre os métodos contraceptivos e a importância de usá-los. Tal fato acontece, pois, falar abertamente sobre esse tópico ainda é considerado um tabu na sociedade brasileira. Nesse sentido, há o pensamento do Immanuel Kant, filósofo prussiano, no qual diz que o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Logo, o grande percentual de gravidezes abaixo dos dezoito anos é resultado da carência de informação passada aos indivíduos.
Por conseguinte, a desinformação causa consequências severas às vidas das gestantes menores de idade. Uma dessas é a evasão da escola, visto que o processo gestacional requer um grande nível de atenção em relação à saúde da mãe e do feto que está sendo gerado. Dessa maneira, a necessidade de consultas médicas frequentes junto a desestabilidade emocional faz com que o rendimento escolar das adolescentes diminua. Nesse seguimento, tem-se um conceito na área da economia chamado de ciclo da pobreza. Isto é, meninas de classe social baixa que engravidam tendem a sair da escola; como consequência não conseguem se preparar adequadamente para o mercado de trabalho; e ao procurar emprego quando adultas não alcançam cargos e profissões mais valorizadas. Assim sendo, é gerado um ciclo sem fim.
Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas por autoridades competentes. A fim de diminuir o índice de gravidezes precoces no Brasil e tendo em mente o pensamento de Kant, o Ministério da Educação, setor governamental responsável pela elaboração e execução do sistema educacional brasileiro, por meio de projeto entregue à Câmara dos Deputados, deve criar uma lei em que a educação sexual esteja presente como matéria escolar a partir do fundamental II até a conclusão do ensino médio.