Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 05/07/2021

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos os direitos fundamentais à saúde e educação. Conquanto, o constante crescimento dos índices de gravidez na adolescência no Brasil desenvolvem inúmeras adversidades em território nacional, as quais ocorrem não só pelos recursos precários em postos de saúde pública, mas também em razão da falta de instrução acerca desse assunto nas escolas. Assim, é necessário entender alguns aspectos que envolvem essa temática de modo a configurar uma resolução para essas problemáticas.

Primeiramente, é imprescindível mencionar que a saúde é um dos principais fatores no desenvolvimento de um país. Entretanto, a precariedade de materiais e profissionais em unidades básicas de saúde contribuem para o “nascedouro” de obstáculos, pois influencia na qualidade do atendimento às adolescentes grávidas e, a partir disso, caracteriza um dano ao bem-estar social dessas jovens por evidenciar um tratamento médico inadequado. Dessa forma, é preciso buscar meios de aprimorar os hospitais públicos com o intuito de mitigar esse óbice.

Ademais, é de suma importância salientar a inexistência de instrução nas escolas como um impulsionador desse impasse. De acordo com o britânico Sir Arthur Lewis, o investimento na educação possui retorno garantido e, assim, empreende-se que a falta de educação sexual na matriz curricular dos colégios é responsável por aumentar a probabilidade de adolescentes se tornarem pais de forma precoce devido ao desprovimento de conhecimentos a respeito desse tópico, todavia, é possível ensiná-los sobre esse conteúdo por intermédio de mobilizações sociais. Logo, é indispensável tomar medidas para que essa situação seja resolvida por meio da solução dessa dificuldade.

A partir das considerações feitas, fica evidente que os altos níveis de gravidez na adolescência é uma infeliz realidade em cenário nacional, por isso, é preciso superar as objeções que esse tema propõe. Portanto, o Ministério da Saúde, como órgão responsável pela administração e promoção de saúde no país, deve realizar propagandas com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos que uma gravidez precoce pode ocasionar a uma jovem e, ainda, o Ministério da Educação deve desenvolver um projeto às escolas de forma a adicionar matérias referentes a educação sexual na matriz curricular. Essas ações podem ser feitas por meio de divulgações em programas de televisão e redes sociais e, também, a partir de projetos de estudo em instituições de ensino a fim de disseminar esses conhecimentos e, consequentemente, promover o bem social aos jovens brasileiros. Assim, é possível solucionar os problemas relacionados à gravidez de adolescentes no Brasil.