Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 16/07/2021

No filme “Preciosa”, o autor narra a história de uma jovem que engravida aos 16 anos de idade, por isso, sofreu muito preconceito na família e na sociedade. Fora da ficção, a realidade brasileira não fica distante, ou seja, há estigmas que ainda são atrelados ao preconceito enraizado. Nesse sentido, ao observar tais fatores, sabe-se que que ele está vinculado à ausência governamental e o silenciamento. Assim, hão de ser analisados tais fatores para que se possa liquidá-los de modo eficaz.

Em primeiro plano, é imperioso destacar as causas deste problema. De acordo com o filósofo Maquiavel – “Mesmo as leis bem ordenadas, são impotentes diante dos costumes” – ou seja, ainda que haja leis para extinguir a criminalização do bullyng, o qual afeta grande parte das adolescentes quando pessoas próximas descobrem a gravidez, elas são ignoradas e sofrem opressão do corpo social. Além disso, após a negação da descoberta, há o aborto - prática que é considerada ilegal – pois, causa a morte tanto da mãe quanto do filho em seu ventre. Desse modo, é necessário ações para mitigar a vigência da atividade.

Ademais, é fulcral o silenciamento como impulsionador da adversidade no Brasil. Segundo o filósofo Foucault – “Alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas” – ou seja, a falta de diálogo sobre a vida sexual na adolescência pela própria família e por instituições de ensino gera consequências, como uma gravidez precoce. Bem como, a ausência de diálogo ocasiona ao indivíduo sensação de medo por se sentir negado ou rejeitado, o que causa na maior parte das vezes, o preconceito. Logo, é inadmissível que este cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo Federal e o Ministério da Saúde por intermédio de campanhas publicitárias em televisões e redes sociais divulguem a importância do diálogo sobre a vida sexual, principalmente na adolescência. Como também, promovam em instituições escolares palestras com profissionais da saúde sobre a prevenção e as consequências que a falta de preservativo pode proporcionar, a fim de que possam convencer os familiares sobre a importância do assunto e instigar a redução dos índices no país. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa para que não haja irregularidades maiores, como houve com a personagem do filme.