Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 31/07/2021

A obra cinematográfica “Simplesmente Acontece" retratou a mudança de vida da adolescente Rosie após descobrir uma gravidez não planejada e os novos planos que precisaram ser feitos em virtude da responsabilidade. Paralelamente, no Brasil, isso se tornou um impasse comum e cada vez mais preocupante devido ao despreparo das novas mães. Esse aumento é motivado não apenas pelo escasso diálogo nos meios familiares, mas também ao desarranjo das instituições de ensino sobre formas de prevenção eficazes.

Em primeira análise, é primordial ressaltar os meios familiares ainda são escassos de orientação sobre a vida sexual dos mais jovens, uma vez que o sexo ainda é considerado tabu e visto como ato de rebeldia, assim como no século XX com o movimento da contracultura. Infelizmente, mesmo que não haja debates sobre o tópico, isso não o impede de ocorrer e de forma imatura, sem os meios anticoncepcionais necessários. Consequentemente, a gravidez precoce tende a ser cada vez mais presente e impactante na vida dos pais e também do meio em que eles vivem.

Ademais, o despreparo das instituições de ensino e socialização mostra-se como um fator relevante para a perpetuação desse impasse, haja vista que é um dos ambientes que há mais confiança para os jovens e ainda assim não são repassadas as orientações necessárias para o início de uma vida sexual ativa e segura. Indubitavelmente, é comum que sem orientação, a gravidez seja uma realidade previsível e apenas uma das diversas consequências de atos sexuais desprevinidos. Por conseguinte, a mudança de planos e tomada de responsabilidades precocemente, como visto em Simplesmente Acontece, se torna uma realidade cada vez mais assustadora e enraizada no conjunto social.

É imprescindível, portanto, que a gravidez na adolescência é um problema grave e que carece de medidas eficazes para a sua atenuação. Por isso, o Ministério da Educação, como órgão master dos ensinamentos, precisa organizar eventos com pais, alunos e professores para levantar debates sobre a educação sexual e orientação contraceptiva, com o intuito de quebrar as barreiras existentes e incentivar diálogos tanto no ambiente familiar quanto escolar, o que irá garantir a vida sexual mais segura e com menor risco e surpresas. Com isso, será possível quebrar tabus e aumentar a qualidade de vida no tecido social, assim como objetivava o movimento da contracultura no século passado.