Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 02/08/2021

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. De maneira análoga a isso, o trecho do poema de Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a sociedade encontra obstáculos no seu desenvolvimento, no que se refere à trajetória para os desafios do combate à gravidez na adolescência no Brasil. Desse modo, dois aspectos importantes se destacam: a negligência governamental na construção de delegacias especializadas de atendimento às mulheres em regiões afastadas dos grandes centros e a ausência de debate contra crimes de violência sexuais.

Primeiramente, é indubitável a negligência governamental em relação à distribuição de delegacias especializadas para mulheres vítimas de violência, tendo em vista que a maioria está localizada nos grandes centros. Segundo dados do portal G1, cerca de 70% das meninas são vítimas de espancamentos, estupros, estão sujeitas ao vício em álcool e drogas, e também a Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), já que muitas vezes não utilizam preservativos. Conquanto, evidencia-se a carência estrutural de instituições policiais e a ineficácia legislativa que protegem mulheres em caso de assédio.

Outrossim, é notória a ausência de debate para proteger a dignidade sexual das mulheres, como impulsionadora da problemática. Dessa forma, Augusto Cury, escritor brasileiro, disse: “Frágeis usam a violência, e os fortes, as ideias”, demonstrando uma das estratégias para resolver a gravidez na adolescência, em vigor até hoje por meio de ações humanas, essa estratégia é utilizada por diversos criminosos, com o intuito de praticar abuso sexual contra mulheres sem consentimento e explorar vítimas jovens nas redes sociais com informações tendenciosas. Sendo assim, é incontrovertível que os riscos da gestação não só aterrorizam as adolescentes, mas a população no geral.

Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessária a adoção de medidas que venham conter os riscos da gestação na adolescência para a vida da população brasileira. Destarte, cabe ao Governo Federal, em parceria público-privado, incentivar a construção de instituições policiais por meio de um acordo de isenção fiscal progressiva relativa à distância da cidade em relação aos grandes centros urbanos, afim de que a proteção da dignidade humana se expanda para todo o território nacional e possa chegar nas áreas mais remotas. Ademais, o Ministério da Educação deve promover amplo debate escolar acerca dos criminosos que praticam a importunação sexual, independentemente da idade, gênero, religião e recursos econômicos, com a intenção de estimular conhecimento de estudantes para não serem violentados. Somente assim, o conflito vivenciado será gradativamente erradicado no país.