Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 11/08/2021
É indubitável, que com a democratização do acesso às informações, a sociedade brasileira tem cada vez mais conhecimento de forma prática e facilitada. A geração atual de adolescentes, por exemplo, nunca esteve tão informada quanto à educação sexual, sobre a qual eles aprendem por diversos meios, como a escola, amigos, sites adultos, a mídia e a internet. Além disso, a gravidez na adolescência, ainda tem sido um grande problema social enfrentado em nosso país. Jovens acabam perdendo sua virgindade muito cedo, e logo em seguida engravidam, assim, parando com os seus estudos e saindo da sua zona de conforto, e assumindo grandes responsabilidades, e perdendo sua infância de uma forma repentina.
Ademais, no Brasil de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), um em cada sete bebês é filho de mãe adolescente. A cada hora nascem cerca de 48 bebês, também filhos de mães adolescentes. Um dado que é considerado preocupante, é o número de bebês com mães de até 14 anos, que contabilizou 19.330 nascimentos no ano de 2019, o que significa que a cada 30 minutos, uma menina de 10 a 14 anos torna-se mãe. Porém, o fatos delas engravidarem muito cedo acaba acarretando várias dificuldades, tanto na criação do bebe, como na sua vida financeira e educativa.
Além disso, por terem engravidado cedo, e em decorrer terem se casado cedo também, muitos maridos ou companheiros, não deixam as mulheres tomarem ou usarem qualquer tipo de método contraceptivo, pois eles indicam que, sua esposa irá traí-lo e excluem elas ao maximo de informações possíveis, proíbem elas de fazerem os acompanhamentos do pré-natal, por medo da mulher os abandoná-los, privam elas de tudo, e assim impossibilitando que elas se cuidem, e tentem a voltar as suas vidas normais, como, ir a escola, arrumar um emprego, sair com suas famílias e amigos.
Diante disso tudo, existem as consequências desses atos, a falta do não comparecimento no pré-natal, pode ser prejudicial tanto para a mãe, como para o bebe, causando sérios problemas de saúde, a falta de informações, a culpa e a pressão que seus maridos colocam sobre elas são muito grandes, as culpam de não terem se prevenido corretamente, o risco de doenças contagiosas são altas, famílias ficam desamparadas e sem terem o que fazer, pois agora existe mais uma criança para ser cuidada.
Por conseguinte, medidas são necessárias para que a questão da gravidez na adolescência no Brasil seja resolvida, deve-se investir mais em recursos de ajuda, informações e combate, fazer campanhas, palestras, outdoors, grupos de apoios com os pais, filhos, namorados ou maridos, mostrando a eles que além da gravidez precoce, existem doenças graves que podem ser transmitidas, investir mais em aulas de educação sexual nas escolas, tudo como uma forma de prevenção e bem estar dos jovens.