Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 11/08/2021

A série “Gina e Georgia” retrata a história de uma mãe que engravidou com 16 anos e, por causa disso, abandonou a escola para procurar emprego a fim de se sustentar e oferecer melhores oportunidades de vida à sua filha. Já fora do mundo cinematográfico, nota-se a semelhança com a realidade brasileira, visto que a gravidez na adolescência ainda é bastante comum. Logo, conclui-se que tanto a evasão escolar quanto o julgamento da sociedade são os principais impactos da gravidez precoce.

Em primeira análise, evidencia-se que muitas jovens grávidas abandonam os estudos em busca de trabalho para garantir o sustento delas e dos filhos. Nesse sentido, de acordo com a teoria dos “Fatos Sociais” de Durkheim, a escola é uma das instituições mais importantes que moldam o indivíduo. Consequentemente, com a saída da adolescente, há a perda de um aparato essencial para a sua formação como cidadã, o qual é responsável por promover a socialização e a educação necessária aos estudantes, além de facilitar a entrada deles no mercado profissional profissional. Dessa forma, percebe-se que a gravidez precoce afeta a menina a ponto de mudar completamente como suas prioridades, conforme quais, antes da gravidez, estava ligada a passar de ano letivo e aproveitando ao máximo com os amigos no colégio.

Ademais, é inegável que o julgamento das pessoas é exorbitantemente prejudicial ao psicológico das garotas grávidas. Nesse aspecto, baseado na sociologia da “Invisibilidade Social” de Simone de Beavoir, à medida que a sociedade crítica as adolescentes, o fenômeno da marginalização é acentuado. Por conseguinte, quem engravida cedo tende a, paulatinamente, se tornar invisível no cotidiano de outrem, o que dificuldade a reinserção da jovem no corpo coletivo e aflige a sua mente, gerando transtornos irreparáveis ​​associados, principalmente, à solidão.Desse modo, os comentários negativos seguidos pela exclusão transcendem a opinião individual e transformam-se em fortes gatilhos, os quais causam severos danos emocionais nas meninas devido a falta de empatia em relação à situação enfrentada.

Em suma, medidas são fundamentais para haver a mitigação dos impactos da gravidez precoce no Brasil. Diante disso, cabe ao Governo Federal, em conjunto com a mídia, criar uma campanha chamada “Apoiar é Salvar”, com palestras mensais - por meio do Youtube - de professores e psicólogos renomados para incentivar a permanência das jovens grávidas nas instituições educacionais e debater sobre a importância do acolhimento delas. Com isso, espera-se que a evasão escolar diminua e a população seja menos crítica ao se tratar de adolescentes em condições indesejáveis, as quais estão psicologicamente mais instáveis e vulneráveis à problemas graves. Assim, o país será menos marcado por histórias como a de “Gina e Georgia”.