Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 13/08/2021

A característica que melhor define a vida, segundo a Biologia, é a capacidade de reprodução dos seres vivos. No entanto, apesar de tal evidência, a reprodução precoce pode se tornar um problema para os indivíduos da espécie humana. Nesse aspecto, pode-se frizar a desinformação na sociedade acerca da educação sexual como fator fundamental para a ocorrência da gravidez de adolescentes no Brasil. Com efeito, muitas são as dificuldades enfrentadas pela jovem gestante no âmbito social.

Inicialmente, é lícito referenciar o estigma existente na sociedade a respeito do diálogo acerca da educação sexual. Nesse sentido, há um tabu relacionado ao debate familiar sobre o uso de contraceptivos e a importância da prevenção da gravidez precoce e indesejável. Por acharem, muitas vezes, que estão estimulando os filhos a dar início a vida sexual, a maioria dos pais evitam abordar tal temática, acarretando, por conseguiente, na busca de informações com terceiros, como em sites de pornografia.

Ademais, deve-se ressaltar as dificuldades vivenciadas pela jovem gestante. Nessa perspectiva, por não estarem preparadas fisicamente e psicologicamente para engravidar, muitas adolescentes - grande parte sendo de classes sociais mais vulveráveis - adquirem problemas graves de saúde. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), problemas na gravidez são a maior causa de morte entre jovens pobres. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, medidas são necessárias para conscientização dos jovens quanto à prevenção à gravidez na adolescência. Para tanto, urge que o Ministério da Educação (MEC) promova, por intermédio de profissionais da área de educação sexual, palestras a respeito dessa temática nas escolas de Ensino Médio do país. Tal medida será tomada com a presença de familiares e alunos, a fim de promover o diálogo e desmistificar o estigma relacionado ao debate a respeito de questões sexuais entre pais e filhos.