Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 11/08/2021
Segundo Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, frase que retrata o atual cenário de gravidez na adolescência do Brasil, que devido à falta de educação sexual muitas gestações não planejadas ocorrem em mães que nem completaram 18 anos. Sendo assim, percebe-se que a gravidez em jovens é um problema presente no país, seja pela falta de informações inerentes ao assunto, seja pela carência de debates que envolvam os adolescentes.
Nesse sentido, evidencia-se que a falta de educação sexual para adolescentes é determinante para permanência do problema. Segundo os dados da Organização Nacional da Saúde no Brasil a taxa de nascimentos a cada mil adolescentes é de 68,4, número alto e que está longe do ideal. Estes dados mostram como a educação sexual no Brasil está precária, e ainda demonstram como as informações sobre os métodos contraceptivos não estão sendo repassadas para os jovens do país.
Outro ponto relevante é a falta de debates familiares. Essa falta de discussão, ocorre principalmente pelos estigmas que cercam o tema, que tem como causa a precária educação sexual que foi repassada aos pais dos jovens. O preconceito referente à educação sexual, gera uma sensação nos pais de que quanto menos falarem do assunto mais seus filhos estarão protegidos, crença que segundo a pediatra Philippa Gordon está equivocada.
Infere-se, portanto, que os elevados índices de gravidez na adolescência no Brasil devem ser mitigados. Logo, cabe ao Ministério da Educação, a criação de campanhas escolares que informem os jovens sobre educação sexual, principalmente sobre métodos contraceptivos. Campanhas feitas por meio de aulas realizadas em todas as escolas e disponibilizadas em meios digitais, como: sites jornalísticos, sites de entretenimento e mídias de comunicação do governo. Com o objetivo de criar uma sociedade com mais educação sexual, para que gestações não planejadas, sejam menos frequentes nas adolescentes do país.