Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 12/08/2021

A Revolução Técnico-Científico-Informacional, no século XX, proporcionou grande avanço tecnológico em todos os setores. Entre eles, destacam-se os procedimentos, medicamentos e dispositivos contraceptivos, cujo desenvolvimento contribui para a prevenção da gravidez precoce. Entretanto, no Brasil, a realidade é assustadora, visto que pesquisas mostram o aumento de pais adolescentes. Isso se evidencia não só pelo descaso no processo educacional, mas também pelo comportamento coletivo.

Inicialmente, cabe destacar que a péssima educação brasileira é fator determinante para a falta de planejamento familiar. A última avaliação do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (2018) mostra que o Brasil ocupa, amargamente, as últimas colocações em todas as avaliações: leitura, ciência e matemática. Diante desses alarmantes dados, é fato que jovens pouco instruídos são nocivamente alienados e não medem os impactos a longo prazo de uma gravidez precoce. Por isso, é fundamental que os estudantes tenham contato com a realidade e os problemas enfrentados por famílias nesse cenário.

Além disso, o convívio social pode, infelizmente, influenciar comportamentos de risco. Segundo Émile Durkheim, renomado sociólogo do século XIX, a sociedade molda o comportamento do indivíduo, o qual sofre influência de normas sociais. Nessa perspectiva, uma pessoa que tem, em seu círculo social, seus próprios pais e/ou amigos como exemplo, provavelmente será influenciada e perpetuará os mesmos comportamentos de não prevenção, cujos efeitos criam novas responsabilidades e necessitam de maturidade. Nesse contexto, é imprescindível o papel da escola em educar para mudar costumes sociais prejudiciais.

Portanto, considerando o comportamento social de risco da população juvenil, torna-se fundamental intervir educacionalmente. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deve instruir os estudantes por meio das escolas, com a implementação de uma disciplina de “Educação em Saúde”. Essa deve não só ensinar métodos contraceptivos, mas também convidar casais voluntários para expor suas experiências e consequências de uma gravidez precoce. Espera-se, desse modo, melhor autonomia e planejamento dos jovens com relação ao seu futuro.