Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/08/2021
A gravidez na adolescência é a que ocorre entre os 10 e 20 anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. De fato, essa mazela social está presente na realidade brasileira, visto que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), o índice de gravidez precoce no Brasil está 50% acima da média mundial. Essa conjuntura tem como fermento a inobservância estatal e a falta de diálogo no meio familiar.
Mormente, é válido ressaltar que a baixa disponibilidade de campanhas educacionais sexuais governamentais é uma das principais responsáveis pelo elevado índice de gravidez na adolescência. Infelizmente, de acordo com o médico Drauzio Varella, inúmeros jovens não possuem conhecimento adequado a respeito dos métodos contraceptivos, não sabem como utilizá-los corretamente e, em muitas situações, os jovens possuem dificuldade em ter acesso a eles. Consoante o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é o resultado da educação que teve. Sendo assim, a escassa educação sexual explica os elevados índices de gravidez na juventude e evidencia a necessidade de políticas públicas para combater essa situação.
Outrossim, o carente diálogo, no âmbito familiar, acerca da vida sexual dos jovens fomenta a gravidez precoce. Segundo a psicóloga Jaqueline Gomes - professora do IFRJ- muitos adultos não falam sobre o sexo, pois há um tabu histórico de vergonha e de silenciamento. Além disso, muitos pais acreditam que instruir os adolescentes sobre prevenção sexual pode encorajá-los a se tornarem sexualmente ativos e, por isso, preferem omitir o assunto. Dessa forma, medidas são fundamentais para reverter essa displicência.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar essa problemática. Dessarte, o Governo Federal deve, por meio de verbas oriundas do tesouro nacional, e em parceria com o Ministério da Saúde, criar campanhas, ministradas por ginecologistas, em jornais, revistas e redes sociais, que orientem os jovens acerca dos métodos contraceptivos, da necessidade do uso desses e de como utilizar, a fim de reduzir a gravidez na juventude. Assim, o Brasil deixará de estar 50% acima da média mundial no que se refere à gravidez na adolescência.