Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 18/08/2021
Na época colonial brasileira, além do trabalho forçado, destaca-se a violação do corpo das mulheres, visto que elas eram usadas, desde muito novas, quase, exclusivamente para a procriação e, assim, aumentar o número de cativos. Diante disso, hoje, assim como outrora, ocorre gravidez precoce, porém, em panoramas diferentes. Nessa perspectiva, a gestação prematura pode promover danos à saúde física e psicológica da figura feminina, algo ruim, pois fere a dignidade humana. A partir desse viés, é imprescindível entender o contexto e o que tem motivado a gravidez na adolescência no Brasil.
É últil ressaltar, de início, que o Estado tem papel fundamental para a continuidade da gestação precoce. Nesse sentido, ao retomar a historiada Lilia Schwarcz, a qual desenvolve que os governantes praticam uma política de eufemismos, ou seja, não abordam os problemas com seriedade, é possível notar que poucas são as políticas públicas eficiêntes no combate à gravidez na adolescência, pois o conhecimento sobre o corpo humano, sexualidade e contracepitivos não são totalmente explorados nas escolas. Dessa forma, o Governo falhou em prover os meios necessários para o desenvolvimento da criticidade dos jovens brasileiros, assim, em vista disso, tal panorama deve mudado.
Ademais, é adequado explorar o cenário ruim em que as jovens grávidas estão submersas. Assim sendo, é válido apontar que uma visão, historicamente, conservadora guiada por uma elite, em decorrência de seus interesses pessoais, impulsinou e impulsiona valores nocivos em detrimento do bem-estar dos brasileiros. Posto isso, é possível relacionar o problema da difusão de valores ruins com o panorama da gravidez adolescente, pois práticas antigas são mantidas em vigor na sociedade, como não se falar sobre sexo com os filhos, menstruação ser tida como algo “nojento” e que causa vergonha e, assim, por conseguinte, ser cuidada com discrição pelas mulheres. Essa realidade supracitada tem relação direta na falta de cuidado dos jovens em prevenirem uma possível gestação, pois a discussão sobre relações sexuais é vista como “tabu”. O impacto dessas convenções é visto nas 574 mil crianças nascidas, em 2015, de jovens entre 10 e 19 anos no Brasil, dados do Ministério da Saúde.
Percebe-se, portanto, a necessidade de prevenir a gestação antecipada. o Ministério da Saúde deve promover maior conhecimento acerca do corpo humano e relações sexuais. Essas ações serão feitas por meio do projeto “Tabu Zero”, que contará com profissionais da educação nas escolas, treinados por especialistas com requisitos prévios, estabelecidos no projeto. Além disso, as aulas esclarecerão dúvidas amplas e quebrarão paradigmas do senso comum que atrapalha o desenvolvimento dos estudantes. Desse modo, com essas ações, os jovens terão maior criticidade acerca do tema gravidez e sexualidade, afinal, é chegada a hora da figura feminina ter total controle sobre seu corpo.