Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 16/08/2021
Consoante ao poeta Cazuza, “eu vejo o futuro repetir ao passado, eu vejo um museu de grandes novidades”, a gravidez na adolescência não é um problema exclusivamente atual. Desde a Antiguidade esse impasse é uma realidade. De modo análogo, similar conjuntura ainda persiste, seja pela falta de educação sexual, mas também por um fator social.
Sob essa perspectiva, o poeta Cazuza estava certo ao afirmar que vê o futuro repetir ao passado, pois a gravidez na adolescência vêm desde a Antiguidade, quando meninas eram destinadas a unir-se em matrimônio na flor da sua juventude e, consequentemente, vir a gerar muitos filhos. Análogo a isso, na atualidade, a gravidez precoce está muitas das vezes relacionada a um fator social, como a baixa escolaridade e, devido a isso, o não uso de métodos contraceptivos. Destaca-se, também, que de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios em 2013, cerca de 83% das adolescêntes que são mães precocemente não estudam e nem trabalham.
Ademais, vale salientar que a educação sexual no Brasil ainda é um tabu, já que enfrenta questões culturais, politicas e religiosas que interferem para o seu esclarecimento. Como resultado, tal negligência resulta em jovens altamente vulnéraveis, na medida em que a ausência da educação sexual traz consigo a desinformação e falta de conhecimento sobre os métodos contraceptivos, e também, mas não menos importante, as doenças sexualmente transmissíveis. Dessa forma, é preciso que essa questão seja apreciada, pois como disse Kant, “é no problema da educação que se assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”.
Urge, então, que medidas sejam tomadas para solucionar o problema. Logo, o Governo Federal em consonância com o Ministério da Educação deve regularmentar no quadro educacional brasileiro a execução da educação sexual em turmas a partir do oitavo ano do ensino fundamental, que tenha por finalidade preparar crianças e jovens no que tange sobre a sexualidade. Além, o Governo Federal, deve criar anúncios e exibi-los por meios mídiaticos, com o objetivo de esclarecer e evidenciar a importancia da educação sexual desde o seio familiar. Assim, através dessas ações, espera-se que o óbice seja solucionado.