Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 24/08/2021
De acordo com o Émile Durkheim, sociólogo francês, os fatos sociais podem ser normais ou patológicos. Seguindo essa linha de raciocínio, observa-se que um ambiente patológico, em crise, rompe toda a harmonia social, visto que um sistema corrompido não favorece o progresso coletivo. Nesse panorama, no Brasil, em questão, a gravidez na adolescência tem sido negligenciada devido à falta de informação e diálogo que abrange o ambiente familiar, assim como, educacional.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar, a falta de informação referente à gravidez adolescente gerar um risco de proporções gigantescas, visto que, além do dano causado nas mães, já que, nesse período, elas se encontram mais vulneráveis psicologicamente e fisicamente em decorrência das consequências da gestação, também é possível provocar um transtorno na existência dos filhos, uma vez que a saúde frágil da mãe pode ocasionar o mesmo efeito em sua cria. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a falta de diálogo como impulsionador da gravidez na adolescência no Brasil. Segundo dados da OMG (Organização Mundial da Saúde), a cada mil adolescentes brasileiras entre 15 e 19 anos, 68,4 ficaram grávidas e tiveram seus bebês. Diante de tal exposto faz-se necessário orientá-las nas escolas, assim como, no âmbito familiar, acerca dos riscos da gravidez, igualmente, de como afetará suas vidas futuras e, também, de como podem se prevenirem. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, é imprescindível que as instituições de ensino públicas e privadas, por intermédio de palestras, com a participação de profissionais da área da saúde, como exemplo as enfermeiras obstetras, que debatam acerca de como precaver a gravidez na adolescência, tal como, psicólogos orientar os pais na educação sexual dos filhos, a fim de garantir que o aperfeiçoamento do ensino seja garantido e completo. Assim, se consolidará uma sociedade mais democrata, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.