Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 22/10/2021

O “cidadão invisível” trata da desvalorização de alguns indivíduos na sociedade brasileira. A crítica de Dimenstein é verificada na gravidez na adolescência, visto que a sociedade negligencia a discussão sobre a gestação na juventude no Brasil. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da ausência de debate e da base educacional precária.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de debate presente na questão. Sob esse viés, Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado na gravidez na adolescência na realidade brasileira, uma vez que pouco se fala sobre o assunto, tratando o tema como algo supérfluo. Assim, urge tirar essa situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas, como defende a pensadora.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a base educacional. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema, se as pessoas não tem acesso à informação séria sobre a prevenção da gravidez do público jovem, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do impasse.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para isso, o Poder Público deve criar políticas públicas por meio de investimentos em programas de prevenção da gravidez, a fim de reverter a falta de conhecimento que impera. Tal ação pode, ainda, contar com pesquisas públicas para entender e priorizar as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre a falta de debate presente na questão. Dessa forma, talvez, o universo da obra de Dimenstein permaneça apenas na ficção.