Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 21/08/2021

No filme norte-americano: “Preciosa: Uma história de esperança” é relatada a vida de um jovem que teve dois filhos na adolescência e enfrentou dificuldades para conciliar suas tarefas maternas e as outras atividades, como a frequência escolar. De forma análoga, fora da ficção, a realidade de muitas brasileiras é similar à da personagem, uma vez que é comum a gravidez de jovens, o que gera consequências negativas. Assim, a falta de educação sexual é responsável por esse problemática que intensifica a desigualdade social.

Nesse sentido, a gestação precoce é na maioria das vezes indesejada, o que ocorre pela ausência da instrução de como utilizar preservativos. Desse modo, segundo Paulo Freire, filósofo brasileiro, a educação é fundamental para a transformação da sociedade. Sob esse viés, a falta de discussões sobre as relações sexuais nas escolas faz com que os mais jovens não saibam se prevenir de doenças ligadas à essa prática e evitar a fecundação, como por exemplo, na forma correta de se utilizar a pílula do dia seguinte e o quão essencial é a camisinha. Consequentemente, essa parcela é vítima de uma sociedade que considera o sexo um tabu e que não discuta sobre ele, o que promove o aumento das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’S) e de jovens com filhos.

Por conseguinte, a gravidez na adolescência gera o abandono escolar e a inserção precoce no mercado de trabalho, principalmente em serviços de baixa remuneração. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) afirma que o acesso à educação, lazer e saúde são direitos básicos dos menores. No entanto, essas garantias não são cumpridas de modo eficaz, visto que a gestação na juventude é recorrente e os pais, majoritariamente, são privados do estudo pela necessidade de sustentar a nova família. Nesse viés, a desigualdade social é intensificada, pois esses jovens não conseguem muitas oportunidades de empregos e a renda se torna insuficiente, o que contribui para a formação de dívidas e a permanência nessa situação catastrófica.

Portanto, é perceptível que a gestação precoce gera implicações sociais negativas. Logo, o Ministério da Educação – principal órgão relacionado ao ensino brasileiro – em parceria com o Ministério da Saúde, devem promover uma campanha de conscientização e educação sexual, por meio de palestras e atividades escolares – ministradas por professores, médicos e psicólogos -, a fim de que a gravidez indesejada seja evitada e os adolescentes saibam as consequências e os deveres dos pais após o parto. Assim, será possível amenizar essa problemática e fazer com que a realidade seja diferente da obra “Preciosa: Uma história de esperança”.