Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 22/08/2021

“O importante não é viver, mas viver bem”, segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância que ultapassa a existência. Todavia, a qualidade de vida de grande parte das adolescentes brasileiras é afetada por gravidezes precoces. Dessa forma, a gravidez na adolescência em evidência no Brasil demanda enfrentamento imediato, devido à vunerabilidade socioeconômica de muitas jovens e a dificuldade de acesso  à educação sexual de qualidade no país.

Diante desse cenário, é válido analisar que a gravidez precoce é consequência, também, de uma grande carência socioeconômica das adolescentes brasileiras. Nesse viés, no início do século XXI, no Brasil, o governo do Partido dos Trabalhadores (PT) ampliou o acesso de populações pobres ao programa de distribuição de renda Bolsa Família, melhorando a situação de grande contingente populacional. Entretanto, a ausência de um projeto que auxilie financeiramente jovens carentes do sexo feminino no país permite, por consegunte, que muitas dessas ingressem na prostituição ou em relacionamentos abusivos que resultam, na maioria dos casos, em violências sexuais e gravidezes, já que o Estado não ampara socioeconomicamente essas pessoas. Desse modo, para superar a preoblemática, programas de auxílio para essas adolescentes devem existir.

Ademais, dentre os problemas da gravidez precoce em evidência no Brasil está a insuficiente educação sexual nas escolas. Nesse sentido, Padre Antônia Vieira diz: " a boa educação é moeda de ouro. Em toda parte tem valor".  Contudo, a falta de oficinas educativas e aulas especiais nas escolas sobre relações sexuais e suas ramificações possibilita, logo, que muitas jovens engravidem e corram o risco de sofrerem abortos esponâneos, eclâmpsias e depressão pós- parto, visto que não são instruídas adequadamente no ambiente escolar. Em virtude disso, para que a educação seja moeda de ouro, a questão sexual e suas possíveis consequências devem ser debatidas nas escolas.

Destarte, para que a gravidez na adolescência deixe de ser um dilema, vunerabilidades socioeconômicas e a má educação devem ser vencidas. Nessa lógica, o Ministério da Cidadenia, órgão responsável por políticas de inclusão, deve amaprar jovens carentes, por meio de programas que as auxilie financieramente, para evitar violências sexuais e gravidezes precoces, além disso as Secretarias Estaduais de Educação devem promover oficinas e campanhas sobre educação sexual. Só assim, tomando tais medidas, a filosofia platônica será respeitada e gravidezes evitadas.