Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 24/08/2021

De acordo com a filósofa alemã Hannah Arendt, em sua obra ‘‘Banalidade do mal’’, a sociedade tende a considerar normal as problemáticas existentes em seu corpo, devido a frequência com que aparecem. Diante disso, os preocupantes impactos de uma gravidez precoce escancaram uma ausência de educação sexual e, ainda, demonstram as consequências dessa lacuna na vida dos adolescentes.

Primeiramente, a falta de informação qualificada a respeito da sexualidade contribui para uma gestação na adolescência. Como prova disso, o tabu ao redor da palavra sexo afasta o dialógo, necessário, para que os jovens saibam os riscos do ato sexual não seguro. Além do mais, o filósofo Michel Foucault, afirma em sua obra “Ordem do Discurso”, como há formas de controle dentro do fala na sociedade e a palavra proibida(citada anteriormente como tabu) é um exemplo. Sendo assim, uma situação paulativamente corrosiva.

Ademais, há muitos impactos causados pela falha na educação sexual na vida dos jovens brasileiros. Nesse sentido, a ONU(Organização das Naçoes Unidas) apresentou um relatório de 2020, o qual afirma que mães adolescentes(a maioria) cometem a evasão escolar para criar os filhos. Logo, percebe-se como a gestação precoce prejudica o encontro de um emprego bem remunerado e assim gera uma total dependência financeira da família. Posto isso, nota-se uma contribuição na desigualdade social brasileira.

Portanto, o Ministério da Educação deve promover palestras sobre sexualidade nas escolas, por intermédio de enfermeiros e psicólogos, com intuito de esclarecer para pais e alunos os tabus a respeito do sexo. Além do mais, as mídias sociais devem formular campanhas, com o objetivo de incentivar o uso de preservativos, afim de mostrar como essas ações podem definir a trajetória da vida dos jovens, com um futuro profissionalizante livre para ser seguido e uma gravidez adiada. Feito isso, esse tema deixará de ser uma banalidade do mal.