Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 27/08/2021

A série “Sex education” aborda os desafios encontrados pela personagem Meave, estudante do ensino médio, que deve lidar com a gravidez precoce. Do contexto das telas à realidade brasileira, a gravidez na adolescência é um problema que prejudica muitos jovens, principalmente as mulheres. Dessa forma, é importante analisar a falta de diálogos sobre esse assunto entre os adolescentes e as consequências dessa questão.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a relação sexual ainda é um tabu na sociedade brasileira e isso piora o quadro de gravidez precoce. A psicologia Jaqueline Gomes, professora do Instituto Federal do Rio de Janeiro, alega que muitos adultos não falam sobre sexo com os jovens, já que há um receio histórico de vergonha e silenciamento do assunto. Além da falta de diálogo entre os pais, são poucas as escolas que abordam educação sexual para crianças e adolescentes, já que o assunto causa um constrangimento. Dessa maneira, a falta de conhecimentos adequados sobre relações sexuais e métodos contraceptivos, como camisinha e pílula anticoncepcional, impede que muitos jovens possam evitar a gravidez.

Ademais, é importante destacar os impactos relacionados a gravidez precoce, principalmente para as garotas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o índice de gravidez na adolescência no Brasil estava 50% acima da média mundial em 2019 e, atualmente, mais de 434,5 mil jovens se tornam mães por ano no país. Essas garotas passam por diversas dificuldades, principalmente no que tange à vida acadêmica, sendo muitas vezes necessário abandonar a escola para se dedicarem a maternidade. Assim, o problema põe em risco a futura carreira dos envolvidos e o seu desenvolvimento enquanto adolescente, já que é necessário o rápido amadurecimento desses para se tornarem pais.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema. O Ministério da Saúde junto ao Ministério da Educação devem debater sobre o assunto por meio de palestras nas escolas. Nesses debates, é necessário que seja abordado a educação sexual e os métodos contraceptivos, para que os jovens possam estar preparados e prevenidos antes de uma relação. Além disso, o Ministério da Saúde deve, por meio da mídia, divulgar campanhas publicitárias que discutam sobre as consequências da gravidez precoce, principalmente no que diz respeito à evasão escolar . Espera-se, com essas medidas, que a gravidez precoce não seja um problema tão frequente no país.