Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 03/09/2021
É fato que todos os dias milhares de nascimentos ocorrem no mundo, entre mulheres das mais variadas idades, inclusive entre adolescentes. Entretanto, nota-se que essa taxa ganha destaque no Brasil devido a quantidade de jovens que se encontram nela. Como evidência, é analisado a escolaridade dessas garotas, assim como o conhecimento sobre o assunto, e as condições familiares e financeiras nas quais estão inseridas.
Apesar do número de adolescentes grávidas ter diminuído a cada pesquisa, ainda é muito alto entre as brasileiras, e uma das principais consequências é a evasão à escola. De acordo com uma pesquisa feita em 2016, pelo Ministério da Educação, a Organização dos Estados Ibero Americanos (OEI) e a Faculdade Latino-Americana de Ciências (Flacso), cerca de 18,1% das jovens de 15 a 29 anos indicaram gravidez como o principal motivo para largarem os estudos, além de incentivo por parte do namorado ou marido, dos pais não apoiarem ela a continuar e da necessidade de parar para cuidar de seu filho, seja por conta da obrigação ou por não ter outra pessoa para cuidar da criança. Logicamente, a vida destas meninas não terá o mesmo ritmo, nem liberdade, pois essa responsabilidade tomará conta de seu tempo, resultando na desistência escolar, que influenciará em sua carreira profissional e, geralmente, forçando-a a trabalhar de forma irregular.
Compreende-se que a maioria destas moças não possuem uma base da qual possam se espelharem, seja pelo exemplo da família ou pela classe social. Em evidência, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) fez uma pesquisa em 2014, divulgando que, a cada mil jovens do Brasil, 60,5 são mães e dessas 35,8% morava no Nordeste; entre as que não tinham filho, 40,4% morava no Sudeste, a região mais desenvolvida do país. Muitas delas têm conhecimento sobre os contraceptivos, mas não sabem como usa-los corretamente, perdendo a eficácia; estão envolvidas em um meio onde a maioria engravidou com menos de dezoito anos e desde já passam por dificuldades para conciliar trabalho/escola, atividades domésticas e os cuidados com o filho.
Em meio a esses fatos, pode-se entender a necessidade de meios para reduzir tal problema social. Sendo assim, o Ministério da Educação, poderia implementar o estudo sobre educação sexual e o as formas corretas para evitar a gravidez, tendo o apoio e auxílio dos pais para que desta maneira todos os adolescentes tenham ciência dos riscos destas relações; além disso, o Governo poderia construir creches junto com as escolas, limitando apenas para quem se encaixar nessas condições específicas, para as mães deixarem seus filhos seguros no breve período da aula. Com essas medidas, será possível melhorar as condições da sociedade como um todo, assim como o Brasil.