Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 12/09/2021

No Brasil, a gravidez em adolescentes está cada vez mais se intensificando e sendo normalizada. A cada ano que passa mais meninas jovens, uma média entre 15 e 19, estão se tornando mães. Essa grande incidência, pode estar acontecendo devido à outros problemas sociais, ainda não resolvidos, que o país enfrenta. Dessa forma, cabe analisar as causas e propor soluções, para que a junventude dessas meninas não seja perdida.

Sabe-se que o principal fator para a decorrência da gravidez na adolescencia, é a falta de orientação sexual para os jovens. Tanto as meninas, quanto os meninos, precisam ser ensinados métodos de prevenção e os riscos que eles são submetidos, não só a gravidez mas também à doenças sexualmente transmissíveis. Todavia, muitas pessoas consideram inapropriado ensiná-los aos jovens sobre a orientação sexual, seja nas escolas ou em casa, por acharem que irão ensinar sobre “como fazer sexo”, porém quando o problema se torna uma questão de saúde pública, o Estado tem que intervir de forma a incentivar as escolas e os pais de adolescentes a orientarem sobre a educação sexual.

Além disso, outro problema social que acaba sendo a causa e a consequência da gravidez na adolescencia é a pobreza. Com a falta de informações devido à baixa escolaridade, a gravidez precoce acaba tendo mais ocorrência. Por exemplo, uma jovem que engravida aos 17 por não ter tido informações suficientes, tem que deixar a escola para cuidar de seu filho, gerando um ciclo de baixa escolaridade no país e, consequentemente, a pobreza. De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2016, 18% dos casos de abandono das escolas eram por gravidez nas adolescentes. Essa porcentagem deveria ser bastante preocupante para o país, já que com uma baixa escolaridade no país haverá um grande número de desempregados posteriormente.

Portanto, o Governo precisa tomar medidas rapidamente. Para isso, o Ministério da Saúde juntamente ao Ministério da Educação podem fazer campanhas educacionais nas escolas sobre educação sexual, com palestras e aulas e intensificar a prevenção nos postos de saúde através de campanhas que apresentam os riscos e as consequências de gravidez em jovens, tudo isso para diminuir os números de mães e pais adolescentes. Só dessa maneira o país irá minimizar esse problema.