Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 04/09/2021

A adolescência é uma fase da vida de alto desenvolvimento e escolhas do ser humano, logo, é preciso que seja cuidada e bem pensada, portanto, é sensato pensar que um filho não é a melhor opção para esse tempo da vida da pessoa, porém, contrário a esse pensamento, a realidade do mundo e do Brasil é diferente, porque muitos menores de idade mantém vida sexual ativa e engravidam antes da vida adulta. A problemática em questão são as causas da gravidez na adolescência e como a ela afeta a vida da parte dos adolescentes brasileiros.

Em primeiro lugar, vale destacar os motivos pelos quais adolescentes engravidam tão cedo, e um motivo é a falta de educação sexual pela família e pela escola, a adicionar outra questão, que é a falta de escolaridade, sem educação e escola as crianças são menos informadas sobre as questões sociais e biológicas que estão associadas à gravidez, entre outras. Estima-se que 35% dos brasileiros com mais de 14 anos não completaram o ensino fundamental, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o que é um péssimo fator para a educação no país.

Em segundo lugar, é fato que ter um filho tem custos sérios e precisão de tempo e trabalho e, com isso, percebe-se que não é um serviço para adolescente passar por isso, já que o dever comum do menor de idade é estudar e formar sua vida, opiniões e características aos poucos, não é dar educação para um ser humano poucos anos mais novo que ele ou abandonar os estudos e trabalhar para cuidar do bebê. Ademais, fatores biológicos apontam que na adolescência não há desenvolvimento o suficiente para um filho, o que pode acarretar para o bebê e para a mãe. De acordo com um relatório publico pelas Nações Unidas, 1,9 mil adolescentes e jovens morreram em 2014, por conta de problemas durante a gravidez, parto e pós-parto.

Nesse sentido, verifica-se a necessidade de uma ação que conscientizar as pessoas sobre os riscos da gravidez na adolescência e ensine sobre a prevenção. Para isso, precisa-se da ação do Ministério da Saúde juntamente ao Ministério da Educação por meio da organização de campanhas nas escolas em discussão com as crianças e adolescentes sobre a questão em pauta, a fazer com que se ocupe a noção da gravidade da situação e entendam também sobre as formas de prevenir a gravidez, como os métodos contraceptivos.