Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 08/09/2021
O documentário brasileiro “Meninas”, retrata a vida de adolescentes grávidas no país. Analogamente à realidade, o problema da gravidez precoce persiste no Brasil, visto que está relacionado a fatores sociais e econômicos, como a falta de conhecimento sobre o assunto e a disparidade social acentuada. Logo, são necessárias para atenuar a problemática citada.
Em primeira análise, evidencia-se a falta de educação sexual durante a infância e adolescência. Nesse contexto, o filósofo Schopenhauer, dizia que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Assim, adolescentes e jovens sem conhecimento de métodos contraceptivos, têm a visão limitada e estão mais próximos a engravidarem, o que dificuldade para erradicação do problema.
Ademais, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de nascimentos entre mães adolescentes era de 68,4 em 2015. Dessa forma, percebe-se que esse índice elevado é reflexo das desigualdades sociais presentes no território nacional. Imediatamente, salientea-se que a maior parte das mães na adolescência pertencentes a classes mais baixas e vivem em ambientes carentes e violentos. Concomitantemente com a falta de informações, esse cenário gera uma atmosfera favorável para a ampliação do problema.
Sob essas perspectivas, é necessário que o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação, inclua a grade curricular ou a componente educação sexual. Com o fito de divulgação de informações necessária para a prevenção da gravidez precoce, essa ação deve ser realizada em todas as escolas públicas e privadas, por meio de palestras mensais com temas relevantes sobre a educação sexual.