Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 16/09/2021

A trama retratada no filme “Juno”, baseia-se na hiatória da jovem Juno MacGuff, de 16 anos que, acidentalmente, engravidou de seu melhor amigo Paullie depois de apenas uma noite juntos e não se encontra em devido preparo para isso.  No entanto, é possível afirmar que, assim como a ficção, muitas adolecentes têm sido envolvidas por essa realidade através da baixa escolaridade e mau uso de contraceptivos. Dessa forma, a gravidez antecipada pode trazer consequências graves na formação das gestantes e do feto e a fata de educação sexual também é um problema a ser discutido.

Nesse âmbito, de acordo com um orgão ligado à ONU (Organização das Nações Unidas), indica que 12% das adolecentes entre 15 e 19 anos têm pelo menos um filho, sendo que cerca de 300 mil bebês nascem de mães nessa faixa etária. Isso comprova a falta de discução no ambiente familiar sobre o início da atividade sexual e sobre os riscos que a gravidez precoce pode trazer tanto para a mãe quanto para a criança. Além disso, de acordo com Vanessa Vieira, coordenadora do Núcleo de Atenção à Sáude da Mulher, os riscos para a mãe e o bebê são graves, como exemplo o aborto espontâneo e depressão pós-parto. Diante disso, esses incidentes têm ocasionado a gravidez indesejada entre adolecentes, pois o intuito de amenizar esses casos tem sido improdutivos.

Por outro lado, o fato dos adolecentes de hoje ignorarem a existência de contraceptivos e a imaturidade também tem colaborado para a essa situação que afeta a saúde e cria obstáculos nas relações sociais e psicológias associados a deficiência na vitalidade. Diante disso, percebe-se que há um grande número de garotas jovens que acabam contraindo doenças sexualmente transmissíveis. De acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), é possível entender que a precocidade das relações sexuais entre adolecentes, associado ao não uso de preservativos, pode torna-los vulneráveis às infecções sexuais e à gravidez precoce ou indesejada. Desse modo, os adolecentes devem ser ensinados a se sentirem seguros para conversar sobre modo de usar contraceptivos e sobre sexo com seus familiares, para não acabar arriscando a própria vida.

Conclui-se, então, que medidas devem ser tomadas para a resolução da problemática. Cabe ao Ministério da Educação aplicar nas escolas, por meio de professores e psicólogos, palestras claras sobre maneiras de evitar a gravidez indesejada, e também, cade ao Ministério da Saúde criar campanhas para a conscientização e orientação sobre o uso de preservativos por meio da internet, televisões e rádios para divulgar como adquirir contraceptivos gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Somente assim as jovens irão se conscientizar o quão importante é mante-se saudável e protegida de doenças e de gravidez indesejada.