Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/09/2021
No filme “June”, a adolescente June MacGuff engravida do seu melhor amigo e, por conseqüência, enfrenta todas as dificuldades e dilemas que uma gravidez não planejada pode proporcionar. Todavia, apesar de ser uma obra ficcional, tal situação evidenciada se assemelha com a realidade brasileira, tendo em vista que é cada vez mais comum enfrentarem uma gestação na puberdade. Desse modo, percebe-se que o tabu do “sexo” e os meios midiáticos emergem como catalisadores desse cenário.
Assim, é necessário uma análise de tais fatores que tornam essa questão uma realidade na contemporaneidade brasileira. A princípio, a persistência do tabu acerca do sexo no século XXI é o responsável direto que agrava essa problemática. Segundo Sigmund Freud, foram as regras que limitavam o comportamento humano e, inclusive, como que buscavam conter os impulsos sexuais, que serviram como base para a construção da civilização. Dessa maneira, é evidente que a falta de diálogo, por parte dos familiares, na maioria das vezes, é responsável por inserir os jovens em um contexto de dúvidas e incertezas, tornando-os vulneráveis ao perigo de uma iniciação à uma vida sexual sem um mínimo de conhecimento pode gerar. Faz-se, portanto, uma mudança parental nessa conjuntura.
Ademais, a Mídia acaba por preencher esse espaço em branco deixada pela família e gera, por muitas vezes, um agravamento desse cenário. Acerca disso, a historiadora Ana Luiza Heilborn afirma que o meio midiático pode ser citado como um fator de risco, já que expõe o adolescente a conteúdo que são inerentes à sexualidade. Nesse contexto, com a falta de uma rede de informações vindo do seio familiar, os jovens são expostos cada vez mais cedo a um contéudo significativo que trata o “sexo” como algo divertido e sem riscos e, assim, gera um incentivo para que os jovens tenham relações sexuais cada vez mais precoce.
Dessa maneira, as medidas são necessárias para a resolução desse entrave que é a gravidez juvenil na sociedade brasileira. Logo, cabe a escola concomitantemente com o estado deve promover métodos de aprendizagens para uma educação sexual mais eficaz, por meio de aulas mensais sobre a gravidez precoce com médicos e psicólogos, com aulas temáticas e práticas, através de visitas aos orfanatos, com o fito de proporcionar uma reflexão sobre as consequências e riscos de uma gestação indesejada, com isso, a falta de conhecimento e informação não será mais uma causa do impasse. Ademais, a família por sua vez, tem o papel de desenvolver uma relação aberta com os filhos, e exercer seu dever de educar os filhos ao iniciar um diálogo sobre sexo, por meio das redes sociais, ou debater sobre o assunto pelos livros de biologia da escola, só assim, será possível romper o tabu no ambiente familiar. Espera-se com isso, que a experiência relatada no filme Juno deixe de ser um reflexo da realidade. enfrentada por parte da juventude brasileira e torne-se apenas uma ficção.