Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 15/09/2021
A Constituição federal brasileira, promulgada em 1988, prevê a todo cidadão o pleno direito à proteção à infância e à maternidade. Entretanto, no Brasil, tais prerrogativas não têm se repercutido com êxito na prática quando se observa a gravidez na adolescência em evidência, dificultando, deste modo, a universalização desses direitos sociais tão importantes. Dessa forma, urge a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Diante desse contexto, é indubitável dizer que as disparidades socioeconômicas impedem o combate da gravidez precoce. Nessa perspectiva, meninas grávidas, na fase da adolescência, não têm o corpo totalmente desenvolvido, o que pode, infelizmente, gerar graves riscos ao bebê e à mãe, como o parto prematuro e a depressão pós-parto. Essa triste conjuntura, segundo a Teoria Neomalthusiana, assemelha-se com o avanço da miséria nos países subdesenvolvidos, visto que a Teoria defende o controle de natalidade para evitar esse impasse.
Outrossim, pode-se apontar a falta de educação sexual como impulsionador de tabus no Brasil. De acordo com dados do IBGE, o Estado do Acre tem o maior percentual de gravidez precoce na região Norte. A partir desse panorama lamentável, é notório que a carência de informações sobre o sexo e os métodos contraceptivos contribuem, gravemente, para essa realidade ruim. Logo, é inaceitável que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, como cabível ao governo federal criar palestras educativas, juntamente com o MEC, para falar abertamente nas escolas sobre o sexo e suas consequências, com profissionais da área da saúde. Espera-se, com isso, o fim desse problema e a democratização dos direitos previstos pela Constituição.