Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 16/09/2021
Na serie “Gilmore Girls”, a personagem principal conta como foi engravidar aos 16 anos; mostra-se a imensa vulnerabilidade e os enormes desafios de se tornar uma mãe solteira na adolescência. E assim como na ficção, muitas jovens vivem essa realidade, por conta da desinformação e o tabu que existe em falar sobre o sexo. Nesse sentido, é necessário dialogar sobre essa temática, as formas de prevenção e as consequências de uma gravidez na adolescência.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil lidera altos índices de garotas grávidas com idade entre 12 e 17 anos, sendo que cerca de 300 mil crianças nascem de mães nessa faixa etária. Isso comprova a inexistência da discussão sobre a preservação e o quão altas são as taxas de menores que lideram desde cedo o papel de mãe. Por conta do tabu e do medo que os pais e as instituições escolares tem em tratar sobre esse assunto, por acharem que informar irá incentivar. Devido a isso, gera-se adolescentes imaturos sexualmente.
A gestação precipitada pode ser considerada uma questão de saúde pública, já que, por causa do corpo da futura mãe ainda estar em processo de formação, ocorre, em muitos casos, abortos ou morte da genitora. Dado que algumas garotas têm suas vidas comprometidas, uma vez que elas deixam de estudar para trabalhar e cuidar de seu filho, prejudicando seu futuro profissional. Dessa maneira, os recém-nascidos crescem frágeis com possibilidade de morte prematura, porque a ausência no pré-natal contribui para que essas meninas não recebam informações acerca da alimentação materna. Isso tem colaborado no nascimento de crianças deficientes como foi o caso da personagem do filme “Preciosa”, onde conta a história de uma adolescente que sofre gravidez precoce, em que seu primeiro bebê nasceu com Síndrome de Down.
Analisando os fatos apresentados, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação e as Mídias fazerem campanhas, palestras, planfetos, videos, entre outros, afim de informar aos adolescentes e jovens formas de prevenção a uma gravidez indesejada. É necessário que usem as mídias sociais também, para informar como adquirir contraceptivos gratuitamente pelo SUS (Sistema ú-Único de Saúde). Quem sabe assim os dados não diminuam e existam mais adolescentes com maturidade sexual.