Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 17/09/2021

República Federativa do Brasil - Estado Democrático de Direito - prevê em seu artigo 6º, o direito à proteção à infância como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, essa premissa é uma antítese à realidade brasileira quando se observa os casos de gravidez na adolescência, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Nesse contexto, percebe-se uma configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da aptidão cultural e da desinformação da sociedade.

Diante desse cenário, a influência da transição cultural mostra-se como um dos desafios à resolução da gravidez na infância. Sobre isso, o Movimento de Contracultura - estabelecido em revelação do século XX - utilizava o sexo como estratégia de subversão social, herdada do movimento hippie norte-americano.Nesse sentido, essa prática imprudente se perpetua no Brasil contemporâneo e pode ser percebida no comportamento de meninos e meninas, uma vez que, segundo dados do site Correio Braziliense, o Brasil está entre os 50 países com maiores índices de gravidez precoce na adolescência. Dessa forma, é incoerente que, mesmo na nação pós-moderna, ainda se perpetue a falta de conscientização entre os jovens.

Além disso, convém ressaltar o desastre informacional sobre como impedir a gravidez na adolescência. A esse respeito, a expressão pós-verdade está relacionada à capacidade que o indivíduo tem de recriar a realidade por meio das suas próprias convicções e interesses. Essa palavra - popularizada em 2016 - é um belo neologismo, mas que simboliza um problema antigo: a incapacidade da sociedade de ver o mundo como ele é e de perceber suas mazelas. Destarte, ao consolidar o desleixo da população em obter informações sobre como combater a gravidez na infância, os impasses são muito mais graves e podem resultar em casos de doenças sexuais e maturidade precoce da criança, caso não haja intervenções.