Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 28/09/2021

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos os direitos fundamentais à saúde e à educação. Conquanto, o constante crescimento dos casos de gravidez entre adolescentes desenvolve inúmeras adversidades no Brasil, as quais ocorrem não só pela carência de debates a respeito desse assunto em instituições de ensino, mas também em razão da invisibilidade midiática acerca desse conteúdo. Assim, é necessário entender alguns aspectos que envolvem essa temática, de modo a configurar uma resolução para essas problemáticas.

Primeiramente, é imprescindível mencionar que a educação é um dos principais fatores no desenvolvimento de um país. A partir disso, segundo o britânico Sir Arthur Lewis, o investimento na educação possui retorno garantido. Dessa maneira, observa-se que a falta de discussões relacionadas aos métodos contraceptivos nas escolas torna-se uma dos responsáveis pela baixa instrução direcionada aos jovens estudantes. Por conseguinte, essa coletividade possui a tendência de praticar as relações sexuais sem recorrer aos preservativos, desse modo, esse ponto aumenta a probabilidade de ocorrer uma gravidez precocemente, pois é evidenciado um aprendizado ineficiente nos colégios. Dessa forma, é preciso buscar meios de mitigar esse óbice, por intermédio do ensino à juventude brasileira.

Ademais, é de suma importância salientar a precária visibilidade dos veículos de comunicação como um dos impulsionadores desse impasse. Outrossim, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, há uma precariedade de matérias relacionadas à saúde nas mídias impressas e digitais. Sendo assim, é fundamental ressaltar que as poucas publicações referentes à higidez dos adolescentes em jornais cooperam para a desinformação do corpo social. Consequentemente, essa questão promove a inconsciência dos jovens e, como resultado, esse grupo social não possui noções sobre os problemas que uma gestação precoce pode ocasionar em sua vivência. Logo, é indispensável ter essa situação resolvida, com a conscientização disseminada pelos canais de informações.

A partir das considerações feitas, fica evidente que a gravidez entre adolescentes possui diversos desafios em território nacional, por isso é essencial superar as objeções que esse tema propõe. Portanto, o Ministério da Educação, como órgão responsável pela administração e promoção da educação no país, deve integrar aulas referentes aos efeitos sociais da fetação na adolescência às instituições educacionais. Nesse sentido, essa ação pode ser feita por meio de palestras ministradas por biólogos em escolas de ensino médio e, concomitantemente, mediante as publicações nas redes sociais, com a finalidade de instruir a juventude sobre esse tópico.