Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 04/10/2021

“No meio do caminho tinha uma pedra”. A frase retirada do poema de Carlos Drummond refere-se a um determinado problema enfrentado pelo indivíduo. Nota-se que, no Brasil, a gravidez na adolescência pode ser associada a essa pedra, causada, muitas vezes, pela falta de informação, e sendo responsável por consequências para a jovem, tal como o abandono do estudo. Sendo assim, há necessidade de soluções.

Primeiramente, não obstante da realidade, um estudo feito pelo Fundo de População das Nações Unidas, revelou que 26,8% da população brasileira começou sua vida sexual antes dos 15 anos. Nesse sentido, tal dado é preocupante visto que esses adolescentes não possuem conhecimento das consequências do sexo, como uma gravidez indesejada. Tal afirmativa é explícita nesse mesmo estudo, o qual afirma que das 7,3 milhões grávidas no mundo, 2 milhões tem menos de 14 anos.

Ademais, na novela “Malhação”, uma personagem engravida precocemente de um garoto em uma balada. Dessa forma, quando o neném nasce, Keyla precisa se afastar da escola para dar mais atenção para a criança. Assim sendo, após a gravidez, ela se sente insuficiente e culpada. Analogamente, essas consequências são comuns às mães jovens, tal como a insegurança com o corpo, a incapacidade de cuidar do bebê e o abandono do estudo e do trabalho para que consiga se dedicar à criança.

É necessário, portanto, que haja mudança nesse cenário. Logo, o Ministério da Saúde deve criar a “Semana da Conscientização: Gravidez na Adolescência”, a qual apresentará relatos de adolescentes que engravidaram e as consequências que elas sofreram. O evento será de fácil acesso, por meio de canais de televisão aberta, como a rede Globo, a fim de que ocorra a conscientização de toda a população. Dessa maneira, a gravidez na adolescência não será uma “pedra no caminho”.