Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 30/09/2021

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre os anos de 2010 a 2015, 68 a cada 1000 jovens de 15 a 18 anos, vivenciaram a gravidez na adolescência. Diante disso, nota-se que, além da desinformação - fator contribuinte para a alta das taxas de natalidade -, gerar de descendentes em um corpo juvenil, sem preparo técnico, pode levar a uma gravidez que coloca, tanto a saúde física e psicológica da mãe e do filho, em risco. Portanto, é de extrema relevância discutir sobre a gestação na juventude, e buscar o fim dessa problemática.

Sob um primeiro viés, a série inglesa “Sex Education” retrata a realidade de estudantes do ensino médio e o instante que dúvidas sobre sexo  e a prevenção começam a surgir. De maneira análoga, é natural que questionamentos, sobre esse assunto estigmatizado, sejam feitos, e em seguida, reprimidos por uma sociedade com valores conservativos. Entretanto, discutir sobre as maneiras de evitar a gravidez é essencial, pois com a desmistificação desse assunto, é possível prover para o público juvenil relações interpessoais seguras, e de acordo com a idade dos indivíduos. Logo, se conclui que debater sobre as formas de contracepção é um dos caminhos para impedir que a gravidez indesejada ocorra.

Ademais, cabe destacar os riscos que a gestação na adolescência pode causar. Assim sendo, é possível visualizar, no filme americano “Amanhecer”, que a personagem principal, de 18 anos, tem seu corpo altamente prejudicado, apresentando sinais de fraqueza e falta de preparo psicológico. Em consonância, esse cenário é recorrente no Brasil, pois, além do fato que jovens não apresentarem a mentalidade necessária para criar um filho, por vezes, o cuidado pré e pós parto é negligenciado. Isso posto, se supõe que exames, essenciais para uma gestação segura, recorrentemente não são efetuados. Em suma, a preparação para um futuro filho, usualmente não é uma característica do perfil de jovens, dado que têm outras preocupações em mente.

Portanto, diante dos argumentos supracitados, é evidente que são necessárias medidas com o propósito de atenuar essa problemática. Logo, cabe ao Legislativo inserir na grade curricular de disciplinas a matéria de Educação Sexual, por meio da alteração da lei de Bases e Diretrizes da Educação, e com a finalidade de prover um ensino sobre proteção contra a gravidez, proporcionando aos alunos cautela no que concerne a relações íntimas. Além disso, cabe ao ente municipal democratizar o acesso a métodos contraceptivos, que pode ser feito através da implementação desses itens em unidades básicas de saúde, instituições de amplo alcance. De tal forma, os públicos serão impactados positivamente e a gravidez não mais irá se fazer presente na vida de adolescentes.