Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 06/10/2021

Na série de TV “ Ginny e Georgia”, apresentada no catálogo da plataforma Netflix, Georgina, com apenas 15 anos, engravida de Ginny e sofre com os desafios do amadurecimento precoce. Em verdade, essa é a realidade de muitas jovens brasileiras, que engravidam cedo, na faixa etária de 10 a 19 anos, por falta de informações e ajuda das famílias, além do tabu imposto, desde o início dos tempos, pela igreja e sociedade, a respeito da palavra sexo. Nesse sentido, são necessárias estratégias cabíveis para que se resolva o problema da gravidez de adolescentes na contemporaneidade.

Contudo, principalmente depois da revolução industrial, os familiares dos jovens, estão cada vez mais sem tempo, devido ao trabalho, para conversar e orientar seus filhos a respeito da gravides indesejada na juventude. Visto que, ocorre a terceirização da educação dos adolescentes e a falha na transmissão dos valores, não é ensinado que a vida sexual exige responsabilidades, e que a falta destas traz prejuízos como DSTs e gravidez precoce. Dessa forma, como são os pais a instituição responsável pela educação moral, em longo prazo, danos serão causados.

É primordial ressaltar, a influência histórica que a igreja tem sobre a sociedade. Assim, as pessoas não conversam a respeito da saúde com o sexo, o que acaba retendo informações que deveriam ser compartilhadas com os adolescentes, pois eles estão, cada vez mais cedo, iniciando sua vida sem a virgindade e estão sendo vítimas da própria ignorância. De tal modo, o não investimento em instrução sexual só pode resultar no constante aumento do número de gravidez precoce.

Interfere-se, portanto, que estratégias são necessárias para resolver a gravidez na adolescência, os familiares juntamente com os institutos de educação, devem promover conversas e palestras constantes, além de disponibilizar preservativos, a fim de que os jovens possam ter mais conhecimento a respeito da vida sexual. Somente assim, o número de gravidez precoce diminuirá e o Brasil deixará de ser um dos países que mais têm adolescentes sendo pais.