Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 25/10/2021
Em outubro de 1988, a sociedade conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: a Constituição Cidadã, cujo contéudo garante o direito á proteção na infância. Todavia, as altas taxas de gravidez na adolescência evidenciam que os brasileiros ainda estão distantes de viver a realidade pregada pela Carta Magna, o que exige o combate á desinformação sobre métodos contraceptivos que resulta em altos índices de fecundação juvenil, bem como a evasão escolar que ocasiona dificuldade na inserção no mercado de trabalho formal.
Em primeiro lugar, é válido frisar a importância e o impacto que as informações sobre os métodos contraceptivos, bem como o esclarecimento sobre o sexo é um importante instrumento na minimização de tais índices. De acordo com o DATASUS, uma a cada cinco crianças no Brasil possuem mães com menos de 18 anos, o que fica evidente a ineficiência de políticas públicas a tal problema social, o que se soma ao tabú do sexo, em contraste á exposição constante de adolescentes á sexualização do corpo nos meios de comunicação, servindo como gatilho ás praticas sexuais precoces sem o devido esclarecimento sobre prevenção. É perceptível, portante, o impacto que a desinformação reflete em mães adolescentes sem conhecimento sobre sobre prevenção com a utilização de métodos contraceptivos.
Em segundo lugar, é oportuno comentar que o cenário vivido por mães jovens na busca do primeiro emprego é preocupante. Segundo o IPEAC ( instituito de pesquisa econômica e aplicada), 58% das adolescentes grávidas não estudam, nem trabalham o que somado aos altos custos de vida resulta em uma baixa qualidade de vida. Ocasionado pela falta de apoio familiar, bem como a discriminação enfrentada nas entrevistas de emprego. Nessa visão se faz necessário políticas econômicas e sociais que busquem minimizar tais obstáculos enfrentados por essas adolescentes.
Por fim, diante dos desafios supramencionados, é necessária a ação conjunta do Estado e da sociedade para mitigá-los. Nesse âmbito, cabe ao poder público, na figura do Ministério da Saúde, em parceria com a mídia nacional e as escolas, desenvolver campanhas educativas – por meio de cartilhas virtuais e curta-metragens a serem veiculadas nas mídias sociais – a fim de orientar a população sobre métodos contraceptivos a fim de se evitar a gravidez precoce e as escolas visando transmitir informações atualizadas sobre prevenção e esclarecendo dúvidas sobre o sexo. Segundo Jean Piaget, " A infância é o tempo de maior criatividade na vida de um ser humano", por isso se faz necessário o combate a gravidez precoce a fim de preservar a infância .