Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 30/10/2021

Em 2020, Damares Alves a Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, sugeriu um problemático plano de prevenção à gravidez recomendando a abstinência sexual para adolescentes. Propostas como essa, vinda de uma figura de poder, evidência como o brasileiro não está preparado para discussões abertas e concisas sobre sexualidade, principalmente entre adolescentes. Por conseguinte, o número de jovens gravidas no Brasil cresce cada vez mais ocasionando problemas de saúde além de contribuírem para a evasão escolar de jovens mães.

De início, cabe destacar que a gravidez na adolescência é uma questão de saúde pública, pois a riscos a mãe e ao bebe devido a problemas gerados em virtude de uma gestação prematura. O artigo IV do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) assegura aos jovens e crianças o direito à saúde, à vida e a educação. Desse modo vê-se que mães adolescente não estão sendo amparadas pelo estado como prevê a lei, visto que, muitas delas mesmo tendo acesso a métodos contraceptivos não os usam ou acabam usando-os incorretamente, já que, o governo, concede somente a família o dever de orientar adolescentes dobre práticas sexuais.

Além disso, segundo uma pesquisa realizada pelo “datasus”, 1 em cada 5 mulheres entre 15 a 19 anos de idade engravidam. O reflexo desses números é possível de ser observado nas escolas, dado que, o número de jovens que largam a escola por estarem gestantes e bem expressivo, um estudo da “Fundação Abriq” mostrou que quase 30% das mães adolescente abandonam a escola. Em razão disso mulheres que engravidam jovens sofrem muito mais para conseguir empregos e voltar a estudar.

Portanto, medidas para conter o avanço do número de casos de gravidez precoce são necessárias, é preciso a criação de políticas públicas em que o estado implemente atividades para educação sexual de jovens, com palestras e consultas com especialistas em escolas, a fim de orienta-los sobre a saúde sexual e gravidez e também é importante que o núcleo familiar da criança faça parte desses projetos, assim o envolvimento da família em conjunto com as escolas é essencial para que o adolescente fique confortável e aberto a essa discussão. para que essa seja esclarecida sobre as responsabilidades em relação a sua saúde sexual.