Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 26/10/2021

A gravidez na adolescência é considerada uma situação de risco público com consequência no âmbito social, físico e emocional, tendo repercussão na vida do adolescente e familiar. Diante disso, devido a sociedade patriarcalista a educação sexual ainda é um tabu, assunto pouco comentado. De modo que, esse cenário decorre da desinformação sobre a gravidez e métodos contraceptivos como também o baixo nível financeiro e social. Logo, faz-se necessário uma intervenção.

Em primeiro lugar, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a adolescência entendida entre 10 a 19 anos, é uma fase de constantes mudanças e adaptação. Em vista disso, a falta de educação sobre a sexualidade, gravidez indesejada e os meios contraceptivos nos espaços familiares e nas escolas condiciona para o aumento de casos, pois esses ambientes são de convívio dos jovens, em que parte de seus conhecimentos são adquiridos a parti das instituições, portanto convém a eles tratarem do assunto com certa intimidade. Porém as raízes históricas de uma sociedade conservadora recaem sobre certos temas que necessita ser debatido, entre eles a gravidez na adolescência, visto com certa hesitação atribuindo a culpabilidade das jovens mães.

Em segunda análise, a gravidez precoce se deve à cultura, ao baixo nível econômico e a dificuldade ao acesso a métodos contraceptivos, na qual dados de Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE) confirma que 7 a cada 10 meninas grávidas são negras e 6 de 10 não trabalha e nem estuda, por conseguinte encaixa-se baixo nível financeiro e social. Dessa maneira, discutir a gravidez precoce é uma análise multivariável, tratando das questões das relações de convívio considerando o ambiente desprovido de recursos essenciais para viver, sem acesso à educação de qualidade, saúde e até saneamento básico, consequentemente parcela dessa população está sujeita as piores questões debatidas no meio social, visto que afeta principalmente os jovens. Evidenciando a gravidez imatura, os menores alheios a esses assuntos ao se ver diante dele afirmam que foi sem querer, nessa situação são obrigados a abandonar os estudos e trabalhar de maneira informal, há casos em que as meninas são submetidas aos homens mais velhos dependendo deles para sobreviver.

Portanto, é necessário o conhecimento claro acerca do assunto citado para garantia do direito dos jovens, permitindo que tenham noção das consequências da gravidez precoce. Em vista disso, cabe ao Ministério da Saúde em conjuntos com as escolas, promover palestras abertas para os alunos e comunidades, tendo ainda participação de voluntários, em que deve destacar o tema da sexualidade ativa e os métodos contraceptivos contra gravidez indesejada, assim como infeção sexualmente transmissíveis, com a finalidade de quebrar esse tabu e obter um campo social informado.