Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/11/2021
A gravidez na adolescência é considerada a que ocorre entre os 10 e 20 anos, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde). Apontada como uma gestação de alto risco decorrente das preocupações que traz à mãe e ao recém nascido, a gravidez nesta faixa etária pode acarretar problemas sociais e biológicos. Essa problemática se deve, primeira menstruação muito cedo, desinformação sobre gravidez e métodos contraceptivos, baixo nível financeiro e social famílias com outros casos de gravidez precoce, conflitos e mau ambiente familiar. A gravidez na adolescência pode trazer consequências emocionais, sociais e preservação para a saúde da mãe e do filho.
Outrossim, A maioria das adolescentes que engravida abandona os estudos para cuidar do filho, o que aumenta os riscos de desemprego e dependência econômica dos familiares. Portanto, esses fatores contribuem para a perpetuação da pobreza, baixo nível de escolaridade, abuso e violência familiar, tanto à mãe como à criança. Além disso, a ocorrência de mortes na infância é alta em filhos nascidos de adolescentes. Uma pesquisa, feita em 2016 pelo Ministério da Educação, pela Organização dos Estados Ibero-americanos e pela Faculdade Latino Americana de Ciências (Flacso) revela que 18% das jovens brasileiras grávidas abandonam a escola.
Contudo, a situação socioeconômica, a falta de apoio e acompanhamento da gestação (pré-natal) contribuem para que as adolescentes não recebam informações obtidas em relação à alimentação materna adequada, à importância da amamentação e sobre a vacinação da criança. Também é grande o número de adolescentes que se submetem a abortos inseguros, usando substâncias e remédios para abortar ou em clínicas clandestinas. Isso tem grandes riscos para a saúde do adolescente e até mesmo risco de vida, sendo uma das principais causas da morte materna. Essas ações acarretam prejuízos às crianças, gerando um impacto na saúde pública, além da limitação no desenvolvimento pessoal, social e profissional da gestante.
Portanto, é fundamental oferecer aos jovens, educação sexual, a falta de informações está entre os motivos da gravidez precoce. Outrossim, promover campanhas sobre o uso da camisinha e anticoncepcional. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta de maneira gratuita nove métodos contraceptivos que ajudam no planejamento familiar. Ações governamentais em apoio com programas de prevenção à gravidez baseados em evidências que envolvam vários setores e que trabalhem com os grupos mais vulneráveis.