Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 01/11/2021
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura às crianças e adolescentes os direitos básicos na sociedade. Entretanto, na prática esses direitos não são garantidos, visto que a gravidez na adolescência é um problema que está em evidência no Brasil. Todavia, a ausência de educação sexual nas escolas e a falta de debates no meio familiar favorecem tal empecilho na população brasileira.
Primeiramente, vale ressaltar que a insuficiência de ensino sexual no âmbito escolar agrava essa situação. Segundo dados do G1 no Brasil menos de 20% das escolas têm educação sexual. Esse fato mostra que o tema é pouco discutido nas instituições, apesar delas serem responsáveis pela bagagem de conhecimento do indivíduo. E, por conta disso, os adolescentes experimentam na prática os malefícios de uma vida sexual irresponsável. Assim, jovens frente à desinformação permanecem inertes à gestação precoce.
Ademais, é importante destacar que a falta de debates familiares compactua com a problemática. De acordo com o filósofo Michel Foucault, alguns temas são silenciados na sociedade. Nesse sentido, a sexualidade é “silenciada”, já que é vista como um tabu de forma preconceituosa na sociedade, não sendo discutida de forma natural e educativa. Desse modo, os adolescentes são privados de informações importantes e iniciam uma vida ativa sem o mínimo de conhecimento de seus riscos.
Logo, medidas são necessárias para minimizar esse impasse. Portanto, cabe ao Ministério da Educação(MEC)-Órgão do Governo Federal-promover palestras e campanhas, por meio das escolas e da mídia, que conscientizem a juventude sobre os riscos de uma vida sexual ativa na adolescência com o intuito de garantir a educação sexual como um elemento importante para todos. Além disso, o Ministerio da Saúde deve informar através da mídia a importância dos debates em família. Espera-se, com essas ações, a diminuição da gravidez precoce na sociedade brasileira.