Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 08/11/2021
O filme americano “Juno” mostra a vida de uma adolescente que engravida precocemente e, por isso, sofre com o preconceito e a insegurança. Neste sentido, apesar de uma ficção, a história relata uma situação real e que é evidenciada, no Brasil, quando menciado sobre a ausência de uma educação sexual efetiva e à vulnerabilidade social dessas meninas. Desta maneira, deve-se analisar tais problemas e buscar soluções concretas.
Em primeiro lugar, vale destacar a falha na educação sexual. A sociedade brasileira foi constituída por meio de bases cristãs e machistas e, isso, resultou uma população que não conversa sobre assuntos mais íntimos, como a gravidez precoce. Essa realidade fica evidente, por exemplo, pela falta de um debate mais aprofundado nas escolas sobre a educação sexual e pelas famílias que, muitas vezes, enxergam o tema como tabu. Logo, os adolescentes têm uma noção sobre a sexualidade superficial, o que contribui para que o Brasil tenha, cerca de, 17% de casos de gravidez na adolescência, segundo dados do Ministério da Saúde.
Outrossim, a vulnerabilidade social é um fator a ser explorado. Geralmente, a falta de acesso à educação, moradia e, até, alimentação, resulta em pessoas com menor expectativa de vida e mais manipuláveis, visto que sanar a necessidade é prioritária. Desse modo, a criticidade sobre as formas de prevenção se tornam secundárias e, como consequência, os índices de gravidez na adolescência se tornam maiores nessas regiões. A exemplo tem-se um episódio do programa Profissão Repórter, em que mostra a realidade de adolescentes gestantes do interior do Acre, onde os recursos e a orientação dada a elas são precárias ou quase nulas.
Portanto, a gravidez na adolescência deve sair do âmbito ficcional e ser debatida de forma efetiva pela comunidade. Sendo assim, o Ministério da Educação, em parceria com as secretarias de saúde, deve elaborar um currículo amplo e que englobe a educação sexual de maneira aprofundada. Esse currículo abordará os meios de prevenção, as consequências de uma relação sem proteção, além de debates com profissionais da saúde e documentários, a fim de gerar senso crítico social sobre o assunto. Ademais, cabe as Organizações Não Governamentais, implementarem cursos de capacitação em áreas vulneráveis, por meio da pesquisa prévia da demanda das regiões e exigência da matrícula na escola regular, para que os adolescentes possam ter oportunidades e criticidade.