Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/03/2022
O documentário “Meninas”, exposto ao público em 2006 evidencia uma realidade diária nas comunidades brasileiras, a gravidez precoce. Nele, meninas de 14 a 17 anos pertencentes a favelas do Rio de Janeiro expõem suas histórias e o que as levou a se tornarem grávidas tão jovens. Nesse sentido é possível perceber uma desorganização em seus laços familiares e as precárias informações ligadas à prevenção dessa condição expostas a essas garotas. Desse modo, o mediato enfrentamento à gravidez precoce deve se tornar prioridade aos setores competentes.
Em primeira instância nota-se um ambiente familiar conturbado na vida dessas adolescentes, de modo que muitas não possuem uma figura paterna, e até mesmo não recebem a devida atenção de seus responsáveis, evidenciando uma complexa rede de pouca punição e incentivo a seus estímulos sexuais. Sendo assim é perceptível a falta de apoio e esclarecimento de dúvidas como um dos principais responsáveis ao avanço da gravidez na adolescência no país.
Além do exposto, a falta de informações confiáveis e de fácil acesso dificultam que o tema seja abordado de forma coerente e coesa na vida desses jovens. O incentivo ao uso de métodos contraceptivos e a escolha de um parceiro sexual adequado permitem que haja uma conscientização em relação à gravidez precoce na vida desses indivíduos, o que consequentemente trará benefícios em relação à precaução desse tema na sociedade
Assim sendo é necessário que o Ministério da Educação crie campanhas educacionais nas escolas brasileiras, de modo que adolescentes que entrem em contato com essas campanhas adquiram informações de qualidade a respeito da prevenção e dos riscos que uma possível gravidez na adolescência representa. Essa ação possui a finalidade de assegurar que os jovens brasileiros estejam cientes e coesos sobre o que uma atividade sexual sem as devidas precauções pode representar em suas vidas e na vida da criança que vai nascer.