Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/03/2022

O documentário Meninas mostra, por meio de casos específicos, a situação da gravidez na adolescência no Brasil. A história apresenta quatro jovens que engravidaram na adolescência, tendo entre 13 a 15 anos, residentes das comunidades do Rios de janeiro. Fora dessa obra, podemos perceber o aumento significante da gravidez entre jovens. Atualmente, uma series de tabus religiosos, sociais e culturais, impedem que se discutem a respeito dos métodos contraceptivos, sexos e sexualidade, o que favorece a não a adesão a esses métodos de proteção. Logo discutir a respeito dessa temática é essencial para que, assim, medidas socioculturais e econômicas para os impasses sejam dotadas.

Em primeiro lugar, deve- se salientar que a sociedade brasileira é de origem cristã, e geralmente, nessas sociedades, o sexo e sexualidade são tabus, assuntos que não se falam abertamente e com essa dificuldade de se tratar do assunto dentro da família, na mídia ou na escola favorece a desinformação e gera um medo nas meninas de discutirem e se protegerem da forma correta.

Em segundo plano, é necessário ressaltar que como sexo e sexualidade é tabu, é frequente que essas meninas sofram preconceito e discriminação, seja na família, escola ou sociedade como todo. Esse preconceito somado a carga de trabalho representado por uma criança, faz com que o nível de escolaridade caia e aumente a evasão escolar. Ela sai da escola por ter engravidado, não se capacita para o mercado de trabalho e, nas poucas vezes em que volta, não dá conta de ser inserida em cargos mais valorizados e se perpetua o ciclo da pobreza. Por mais que atualmente saibam da existência da pílula ou camisinha, o governo não tem conseguido esses métodos em todos os postos de saúde e precisam de um empoderamento para convencer seus parceiros para usar.

Fica certo, portanto, que medidas devem ser tomadas com urgência e para amenizar o problema. Logo, cabe aos Ministério da Saúde destinar verbas para regiões menos favorecidas, por meio de subsídio, a fim de garantir preservativo nos postos locais. Além disso, o Ministério da educação deve promover palestras nas escolas, sobre educação sexual, tanto para os pais quanto para os alunos. Dessa forma o número de gravidez na adolescência tende a diminuir.