Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 29/03/2022

Uma dura realidade

Há contraversas sobre empodeiramento feminino que, desde a década de 1960, vem influenciando a vida das jovens brasileiras. A sexualização exagerada expõe mulheres, adolescentes e até crianças à violências e situações de hiperexposição que muitas vezes têm como consequência uma gravidez indesejada e precoce.

Divas pop do mundo musical, como Madona nos anos de 1980 e Anitta, que recentemente se tornou a número 1 do ranking global do spotify com uma música que tem uma pegada extremamente sensual e herotizada, acabam gerando uma confusão de que empoderamento é se assemelhar à essas mulheres que são instrumentos de uma indústria poderosíssima.

Porém, ressalta-se que a indústria midiática blinda as famosas de situações vulnerabilidade e violências vivenciadas pelas meninas que as ouvem e que não têm os mesmos recursos para se protegerem. Essas realidades bem distintas são fruto de uma sociedade historicamente machista e patriarcal como a nossa, cuja objetificação da mulher gera inúmeros problemas sociais como o aumento de casos de gravidez na adolescência.

Diante do exposto, faz-se necessário repensar sobre empoderamento feminino sem a ótica da sensualização, mas promovendo a educação sexual de nossas jovens através do diálogo familiar e na escola para esclarecimento de dúvidas e estimulando-as na busca de um poder por sua capacidade para trabalhar e vencer, sem a necessidade de exposição de seus corpos e conscientizando-as sobre a importância da prevenção contra a gravidez e doenças.