Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 18/04/2022

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão da gravidez na adolescência em debate no país.Com isso, surge a questão da gestação precoce, que persiste intrínseco à realidade brasileira, seja pela base educacional lacunar, seja pela desinformação em relação ao tema.

Convém ressaltar, a princípio, que a deficiente instrução nacional é um fator

determinante para a persistência do problema. Nessa ótica, para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. Assim sendo, no que tange à gravidez na mocidade, percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas de aula conteúdos que ajam na resolução da questão. Por conseguinte, consoante a OMS, quase 7% das meninas brasileiras ficam grávidas antes dos 19 anos. Logo, medidas são necessárias para alterar o cenário.

Outrossim, a pouca informação ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites

do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre os riscos de uma gestação na juventude, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema. Nessa orientação, quando uma pessoa desconhece os perigos, ela dá pouca ou nenhuma importância para maneiras de combater uma possível gestação. Dessa forma, verifica-se que é preciso informar melhor a sociedade sobre a temática.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Destarte, o MEC devem desenvolver palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com mulheres que tiveram filhos na juventude e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e erradicar esse problema. Feito isso, as críticas feitas por Machado farão parte de um passado distante.