Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 22/04/2022
A gravidez adolescente em taxa mundial é estimada em 46 nascimentos para cada 1 mil meninas de 15 a 19 anos, enquanto no Brasil, a taxa é de 68,4 de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Nesse sentido, os índices de jovens mães ainda estão evidência no país. Em meio a esse cenário, é notável a insuficiência da atuação escolar na vida sexual dos jovens, além disso, a desinformação que está presente na sociedade brasileira em relação a maternidade precoce.
A princípio, a educação tradicional nas instituições de ensino se tornou insuficiente em relação as necessidades sexuais na juventude. Em compacto a esse acontecimento frequente, a folha de Londrina abordou numa pesquisa que 60% dos jovens entrevistados afirmaram que tiraram dúvidas sobre sexo na internet e apenas 5% procuraram ajuda de profissionais de saúde. Isso demonstra a ausência da escola na formação sexual dos jovens. Por isso, essa apresentação do assunto é imprescindível, destarte, o sistema educacional deve ser mudado de maneira expressiva para diminuir a taxa de natalidade precoce.
Ademais, a desinformação acarreta, em grande parte dos casos, a antecedência da maioridade sexual. Em relação a esse ponto, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, meninas mais pobres têm cinco vezes mais chance de engravidar que meninas mais ricas. Isso está ligado aos meios que as pessoas se informam, quanto pior a situação econômica e social, maiores são as chances dela não se informar ou se informar de forma errônea. Dessa maneira, a desigualdade social é um aspecto que deve ser levado em consideração nessa análise.
Portanto, a taxa elevada de natalidade juvenil do país, é consequência direta da maneira como os jovens se informam sobre ela e das medidas educativas insuficientes quanto a sua prevenção. Para contornar essas causas, o Ministério da educação deve mudar a forma de ensino sexual nas escolas através da abordagem dos efeitos sociais na vida do jovem psicologicamente, economicamente e fisicamente, não somente na apresentação de métodos contraceptivos. Além disso, é essencial que as escolas priorizem a abordagem do assunto de forma recorrente, por meio de palestras e da divulgação da informação, e assim se amenizará a gravidez precoce no país.