Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 24/04/2022
Durante a narrativa de “Juno”, a protagonista passa por uma gravidez enquanto é uma aluna do ensino médio. Nesse viés, a trama retrata diversas adversidades que a personagem passa em função da gravidez indesejada. Analogamente, milhares de adolescentes engravidam em razão da falta de educação sexual nas escolas, e ao acesso desigual a contraceptivos pelo governo. Destarte, é essencial achar soluções para auxiliar socialmente esses jovens.
A priori, a precariedade de educação sexual nas instituições de ensino resulta na desinformação e, consequentemente, na gravidez precoce. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 400 mil casos de gravidez na adolescência foram registrados em 2019. Sob esse viés, elas acontecem majoritariamente em razão da falta de educação sexual entre os jovens, vista como tabu por religiosos e políticos, porém necessária para combater o conflito. Dessarte, é imprescindível introduzir o tema para a juventude
Outrossim, é importante salientar a incapacidade das instituições governamentais de distribuir contraceptivos equitativamente. Nesse sentido, sabe-se que é o princípio de equidade do Sistema Unificado de Saúde ofertar mais para aqueles que têm menos. Todavia, conforme dados da Pesquisa Nacional de Saúde, as iniquidades apontadas pela falta de disponibilidade de métodos contraceptivos mais eficazes, como DIU, em diversos estados, prova o contrário. Logo, pode-se afirmar que esse princípio precisa ser retomado de maneira mais contundente, de modo a solucionar o impasse.
Em suma, medidas são necessárias para superar o obstáculo da gravidez na adolescência. A princípio, cabe ao Ministério da educação, através de campanhas educativas, informar sobre os benefícios do uso de contraceptivos, a fim de disseminar a educação sexual para a nova geração. Ademais, cabe ao Ministério da saúde, por meio da utilização da verba governamental, distribuir para todos os estados brasileiros métodos contraceptivos mais efetivos, para aumentar as opções contraceptivas para os jovens e, dessa forma, diminuir os índices de gravidez precoce no Brasil. Isto posto, os adolescentes estarão siginificamente menos suscetíveis a passar pelos desafios da gravidez juvenil citados acima.